Skavurska! Chegamos na Sibéria! E já vou começar com a melhor notícia: lá não tem NET (tem Sibirtelecom, que deve ser tão ruim quanto)!

Mas, calma, não vamos entrar na Sibéria pelas regiões mais geladas. Começaremos por um lugar quente para os padrões locais, com temperatura média anual entre +1ºC e -6,7ºC: a República de Altai.

Foto: Juho Korhonen (CC BY-NC-ND 2.0)

Assim como muitos outros povos que hoje vivem na Rússia, a etnia altai também tem origem turca. Eles eram nômades até o século 18, quando deram de cara com os russos e pararam de vagar pelo seu mundo. Acabaram fincando raízes em uma região linda, junto de uma cadeia de montanhas também chamada de Altai, onde fica o Monte Belukha, o mais alto de toda a Sibéria, com 4506 metros de altura.

Foto: Vorob’yov-Vysotsky Dmitry at ru.wikipedia

 

Por estar em uma zona montanhosa e por ser considerada uma região de alta energia espiritual, a república de Altai também é conhecida como “o Tibete russo”. Segundo as tradições locais, o Monte Belukha é a entrada para Shambhala, um reino mágico, lindo e perfeito, escondido no meio da Ásia, conhecido no Budismo e em outras religiões.

Budismos à parte (até porque os altai são xamãnicos) o lugar parece mesmo ter sido criado por algo divino. Além das montanhas desbundantes, cânions e rios, a república tem 7000 lagos, muitos com água puríssima vinda de geleiras intocadas pelo homem.

Foto: Alex Indigo (CC BY 2.0)

 

Foto: Anton S. (CC BY 2.0)

 

Foto: Anton S. (CC BY-ND 2.0)

 

No meio disso tudo, a grande atração é a Reserva Natural Altai. O conjunto formado por ela e por outras duas áreas próximas (mas que não estão dentro da república) é Patrimônio Natural da Humanidade e chamado pela Unesco de Montanhas Douradas de Altai, descritas como uma região única em vegetação na Sibéria que, além de lindas, são o hábitat do leopardo-das-neves e do carneiro-de-montanha.

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Foto: Anton S. (CC BY 2.0)

 

Foto: Land Rover Our Planet (CC BY-ND 2.0)

 

O melhor lugar para ver toda essa maravilha é o lago Teletskoye, um dos 25 mais profundos do mundo (ele chega a 325 metros), tão claro que a visibilidade alcança 14 metros.

Fotos: Heljqfy at ru.wikipedia and Anton S. (CC BY-NC 2.0)

 

Foto: Olga Oslina (CC BY 2.0)

 

Foto: Sergey Usachov (CC BY-NC-ND 2.0)

 

E a capital? Pois é, de novo uma capital não aparenta ter nada de interessante. A pequena Gorno-Altaysk (55 mil habitantes) é apenas uma passagem burocrática para viajantes, que são obrigados a registrar seu visto russo na chegada à república. A princípio, a única diversão nela acabou em 1932, quando deixou de se chamar Ulala.

“Oh là là!”, sacou?

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