A ordem alfabética manda, então o passeio pelas repúblicas russas segue pela temida e desaconselhada região do norte do Cáucaso.

Agora o destino é a Cabárdia-Balcária, também chamada de Cabardino-Balcária.

Como muitos dos seus vizinhos, a Cabárdia-Balcária também é uma república pequena que mal aparece no mapa da gigantesca Rússia (tem o tamanho de duas Brasílias). Mesmo assim, é dividida entre dois povos, daí o nome duplo com hífen no meio.

Ao norte vivem os cabardinos, primos-irmãos dos adigueus e falantes do cabardino.

Ao sul vivem balcários, um povo búlgaro que fala uma língua altaica.

Como eles se entendem? I don’t fucking know, mas imagino que seja com o russo mesmo, já que a população da república é dividida em 55% de cabardinos, 25% de russos e apenas 12% de balcários.

Também como muitos dos seus vizinhos, a maior atração da Cabárdia-Balcária é a beleza das montanhas do norte de Cáucaso. Porém, com um diferencial de proporções continentais e até mundiais, que atrai uma penca de turistas aventureiros e gera uma certa polêmica.

É o Monte Elbrus, considerado o maior da Europa para alguns e apenas uma baita montanha asiática para outros.

Que ele é grande, ninguém discute. O Elbrus tem uma silhueta inconfundível, com dois picos, e chega a 5642 metros. É um dos destinos preferidos dos cabardinos-balcários, que vão para lá esquiar e escalar o bicho, uma das mais fáceis entre as grandes montanhas do mundo, já que um teleférico leva o povo até bastante perto do seu cume.

A polêmica envolvendo o Elbrus está no local onde a Europa se separa da Ásia. Dois lugares são considerados como possíveis divisores pelos entendidos no assunto e, dependendo de qual você acha o correto, o Elbrus vira europeu ou asiático.

Independente disso, aqueles que tentam chegar ao cume do Elbrus acabam conhecendo um lugar de fama mundial: a latrina do refúgio Priutt, considerada a mais casca-grossa do mundo, pela revista Outside, especializada em montanhismo.

A casinha (cuja única foto que achei foi esta aí ao lado) exige que o seu usuário escale uma parede de gelo de 3 metros para alcançar a sua porta.

Passada essa parte, o pobre apertado percebe que ela foi construída em um penhasco e precisa se acocorar sobre um buraco aberto para toda aquela imensidão nevada. Só então pode relaxar.

Ou não.

Enfim, acho que que posso acabar o post por aqui, né?

Veja onde ficar em Nalchik, a capital da república, no Booking.

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