Há algum tempo, tive o prazer de trocar ideias viajantes com o meu guru internético Marcelo Quinan.

Na época, o cara tinha acabado de voltar de 3 semanas em Cuba (duas exclusivamente em Havana) e estava com a cabeça fresquinha.

Gabriel Prehn Britto (CC BY-NC-SA 2.0)

No vaivém dos papos, começamos a teorizar sobre a influência das experiências culturais na vida do pobre viajante. Foi quando ele fez uma representação interessante, que resolvi chamar de Quinexistencialismo de Viagem e desenhei aqui.

(Desculpe pela tosquice gráfica. Juro que fiz o melhor dentro dos meus conhecimentos de programas do gênero.)

Segundo o Quinexistencialismo de Viagem, existe uma linha infinita onde cada milímetro representa uma forma diferente de nós percebermos o mundo e a vida.

Nossa atual percepção é marcada por uma bolinha sobre esta linha, que é o nosso ponto zero. É como nós encaramos tudo que está a nossa volta.

Essa bolinha muda de lugar várias vezes ao longo das nossas vidas, movimentando-se em qualquer direção, representando as nossas mudanças de pensamento.

Quando viajamos, dependendo do destino, a bolinha e a nossa percepção mudam de posição na linha.

Em viagens mais corriqueiras, simples ou para lugares muito parecidos com onde vivemos, a bolinha tende a se movimentar pouco. Ou seja: nossa percepção de mundo tende a permanecer quase a mesma.

Já em viagens diferentes, em momentos memoráveis e para destinos culturalmente muito estranhos a nós, a nossa percepção da realidade tende a mudar muito. É a bolinha correndo longe na linha.

Depois de uma viagem, lá está a bolinha em um novo lugar, estabelecendo um novo ponto zero de onde vai partir na sua próxima aventura.

Concorda? Ou tinha muito cabernet na mesa naquele dia?

A propósito, neste exato momento, o “filósofo” Marcelo Quinan está em uma viagem de férias em algum lugar do mundo. Detalhe: ninguém, nem mesmo a mulher ou a família dele, sabe para onde ele foi. A intenção era justamente sumir do mapa por 30 dias, para ver o que acontece. Dá para ver que o cara gosta de teorizar a coisa, não?

Em breve, você deve ter mais detalhes neste blog.

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    3 Comentários
  1. Achei simples e lindo!
    E será que a bolinha não aumenta e diminui tb, conforme se movimenta? Vale adicionar tri-dimensionalidade à teoria? 🙂
    Beijos nos dois.

  2. Eu e uma samigas temos a teoria que vivemos em uma ‘esteira desligada’.

    Viajar é como ligá-la na tomada e aí sim, nos deslocamos de verdade.
    🙂

  3. acabei de descobrir o blog e estou chapando o coco nos teus posts! muito bons! parabéns!

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