Ah, o Butão! Aquele lugar incrível, cheio de belezas naturais, paz budista, felicidade interna bruta e… pintos desenhados nas paredes?

Parahamsa (CC BY-NC-ND 2.0)

É, pois é.

Se você anda sonhando com o pequeno e misterioso país asiático, é recomendável chegar lá sabendo o que significam todas estas pirocas.

A razão é bem menos safada do que você pode estar imaginando: o culpado por estes desenhos é um lama budista chamado Drukpa Kunley.

Como toda história antiga vinda de países isolados, a biografia de Drukpa é cheia de versões. Mas deve ser mais ou menos como você vai ver abaixo.

Drukpa nasceu no Tibete em 1455 e desde pequeno mostrou que era diferente das outras pessoas (dizem que ele lembrava de todas as suas encarnações anteriores).

Estudou para ser um religioso, se mudou para o Butão e, num belo dia, resolveu que iria ensinar o budismo às pessoas de forma que chocasse os líderes religiosos locais.

Drukpa renunciou às roupas e saiu pelo país divulgando os poderes do seu “Raio Flamejante da Sabedoria”, entre os quais estavam a proteção contra demônios e iluminação das mulheres pelo sexo.

Nessas andanças nudistas butanesas, Drukpa iluminou 5000 mulheres, bebeu vinho como se não houvesse amanhã (ou cerveja, segundo algumas fontes), conquistou a simpatia da população, que passou a venerar o seu Raio Flamejante, e ficou conhecido como O Louco Divino.

Desde então, os butaneses desenham pintos nas suas paredes para atrair boa sorte e afastar as coisas ruins.

lamentables (CC BY-NC-SA 2.0)

lamentables (CC BY-NC-SA 2.0)

mattdork (CC BY-NC-SA 2.0) / Buddhist Fox (CC BY-NC-SA 2.0)

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Se você quiser um contato mais próximo com Drukpa Kunley, coloque o mosteiro Chimi Lhakhang no seu roteiro pelo Butão.

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Segundo os butaneses, ele foi erguido em um local abençoado por Drukpa e guarda, até hoje, o peru de madeira que o lama trouxe do Tibete. Como um peregrino, você vai ser abençoado com uma batidinha na cabeça dada com um pênis 25 cm.

Calma, o pênis abençoador também é de madeira.

Veja onde se hospedar na região do mosteiro Chimi Lhakhang

Veja onde se hospedar no Butão •

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    9 Comentários
  1. Que lugar gozado…

  2. Segundo Flávio “Júpite Maçã” Basso, foi nesse lugar que se inspirou pra compor “um lugar do caralho”…

    Tá, parei.

  3. Dá pra fazer tanta piada com Pinto e Butão…

  4. Em todos o cantos tem seu Epicuro ou baco.

  5. crendospai

  6. E esta hem! Em criança vi um artigo muito interessante sobre a coroação do novo Rei do Butão, um menino, e fiquei encantada com a maravilha das festividades, o fausto, a riqueza e a beleza da área envolvente. Desde então ficou o desejo de, um dia, visitar o Butão! Nunca aconteceu e nesta altura do meu campeonato não vai acontecer. O Mundo também mudou, e muito.

  7. Muitos se deixam fixar apenas no aspecto – para nós ocidentais – humorístico/hilário do Buddha Kunley. Segundo a tradiçao Drukpa Kagyu do Budismo Tibetano, além de Kunley houveram, no Tibet, mais dois “loucos divinos” os quais fazem parte da linhagem Drukpa Kagyu. O que temos de fato? (ou, melhor colocado, de fato doutrinal para apreciaçao hermeneutica correta e/ou adequada de Drukpa Kunley)?. De acordo com Drukpa Kagyu – e com as narrativas biográficas – Kunley nao foi apenas’um mestre tantrico realizado” mas uma emanaçao do Buddha Heruka. Quem me dera eu, pelo ato de uma cópula, transformar nao 5.000, mas uma única mulher num corpo de luz…

  8. àlias, se diz que Kunley – mediante a cópula tantrica porém com a complementaçao das instruçoes yoguicas – iluminava uma mulher entre 3-7 dias ou, quando havia obstruçoes karmicas, em 3 meses no máximo. A única mulher que Kunley nao pode possuir levou tres anos – munida somente das instruçoes yoguicas e sem o recurso da cópula tantrica – para atingir o “corpo de luz” ou budeidade; ela se chamou Loleg Buti e, estando Kunley a ponto de possuí-la verificou que Loleg tinha uma vagina que “precisa de um penis tringular enquanto que meu ‘raio’ requer um vagina com entrada redonda”…

    • Obrigado pela aula, Ricardo! Eu adoro estas histórias religiosas. Abraço!

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