Depois de passar pela Rússia casca-grossa por causas naturais, é hora de voltarmos para a Rússia casca-grossa por causas humanas.

Estou falando da temida região do Norte do Cáucaso, desta vez na República da Ossétia do Norte-Alânia.

Antes de seguir adiante, um esclarecimento aos leitores que caíram de paraquedas no Planetóvski Rússia e não entenderam esse papo de “temida região do Norte do Cáucaso”: é que o bicho pega por lá. E pega forte.

Olha o que o site Come Back Alive, especializado em lugares perigosos, diz:

E para piorar tudo, a Ossétia do Norte-Alânia fica na fronteira com a Geórgia, outro lugar não recomendado pelo Come Back Alive.

Enfim.

Apesar de todos os problemas, essa república minúscula é cheia de paisagens lindonas e tem pelo menos duas histórias bem interessantes (que vou contar logo mais abaixo).

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A primeira das histórias diz respeito ao seu nome.

Até 1994 ela era apenas a Ossétia do Norte. Porém, pouco antes, no meio dos movimentos nacionalistas que apareceram no final da União Soviética, aconteceu um revival do nome Alânia, inspirado no reino que existiu por ali entre os séculos 8 e 9 e que gerou os atuais ossétios.

A pressão popular foi tão grande que o nome da república passou a ser, oficialmente, Ossétia do Norte-Alânia.

E o que tem de tão interessante nisso? A origem do nome Alânia.

Os alanos eram uma das trocentas tribos nômades iranianas. E “alano” é simplesmente uma variação da denominação “ariano”.

E sabe qual outro lugar no mundo tem um nome que é uma variação de “ariano”? O Irã. Ou seja: “Alânia” e “Irã” significam a mesmíssima coisa.

A outra história interessante na Ossétia do Norte tem relação com a morte. Mas calma que não tem nada a ver com à violência de hoje. É com a morte no passado.

Nessa república fica um lugar chamado de Cidade dos Mortos.

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O lugar que parece uma vilazinha bucólica rodeada por montanhas é, na verdade, um cemitério com tumbas nesse formato parecido com casas, cada uma pertencente a uma família e cheia de ossos de parentes.

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Não encontrei a origem desse hábito osseto, mas a mais antiga das tumbas é do século 16. E como tudo que é misterioso e sem história definida, a Cidade dos Mortos também é um amontoado de lendas.

A melhor das lendas é a que vai manter você bem longe de lá: quem visita a Cidade dos Mortos não volta.

Será que o Come Back Alive sabe disso?

Veja onde ficar na capital da Ossétia do Norte-Alânia

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