No capítulo anterior, você teve uma ideia de como os dias de um turista na Coreia do Norte são cheios de atrações.

Neste post sobre o 3º e o 4º dia, você vai ter uma ideia de como são as atrações “proletárias” de uma viagem pelo país. E, de quebra, vai ter uma noção de como essas atrações são chatas, chatas, chatas e chatas.

Mas é aquilo que eu falei no primeiro capítulo: se você vai para a Coreia do Norte, precisa estar preparado para isso.

Visitar fazendas e fábricas supostamente ultraprodutivas, além de obras de engenharia supostamente milagrosas, faz parte do clima revolucionário-anticapitalista do país, cujo governo se esforça para provar a você que o comunismo norte-coreano é o caminho para o desenvolvimento do nosso planeta.

E repito: alguns lugares não têm imagens feitas por mim (ou nem têm imagens) e eu assumo que foi por uma estupidez minha. Na preocupação com as fotos bonitas, esqueci completamente de fazer fotos simplesmente informativas. Shame on me.

Agora coloque seu pin com o rosto do grande líder e me acompanhe, camarada.

• TERCEIRO DIA: UM LONGO CAMINHO DE VOLTA A PYONGYANG

BARRAGEM DO MAR AMARELO

Acordamos na cidade de Nampo, tomamos o café da manhã no nosso hotel termal e seguimos para a grande atração da região. A proposta da visita é clara: mostrar aos turistas a capacidade dos norte-coreanos de construir algo de porte tão grande.

A barragem do Mar Amarelo (West Sea Barrage, em inglês) fica no encontro do rio Taedong (aquele que corta Pyongyang) com o mar. Ela foi construída no início dos anos 80 e tem 8 km de extensão.

Os turistas são levados direto a um prédio que fica no alto de uma ilhota e que serve como um mirante voltado para a obra. Lá, são convidados a assistir ao vídeo abaixo, que, de tão ruim, é maravilhoso.

O vídeo mostra a história da barragem, com imagens dos trabalhadores empolgados com a construção e, claro, com o Grande Líder dando as suas dicas fundamentais, sem as quais nada daquilo teria sido possível.

(O vídeo é dividido em 3 partes. Assista pelo menos os 30 segundos iniciais, para ter uma ideia da maravilha.)

Esse vídeo é o melhor da visita à barragem e combina perfeitamente com a sala na qual ele é apresentado.

FAZENDA COOPERATIVA CHONSAM-RI

No caminho de volta a Pyongyang, fizemos uma parada na nossa primeira atração proletária, a Fazenda Cooperativa Chonsam-ri.

Aqui eu vou ser sincero com você: não dei a menor bola para o que a moça que nos recebeu explicou sobre o local – e desconfio que 90% do grupo também não. Mas li que   a fazenda é uma obra de Kim Jong-il, que levou para o campo os ensinamentos “revolucionários” de seu pai sobre produção em série.

Eu fiquei apenas fotografando, enquanto fizemos reverência a uma estátua de Kim Il-sung cercado por camponeses e visitamos uma suposta casa de um camponês, onde uma senhora e uma criança recebiam os turistas. A tal da casa, é óbvio, era um grande cenário para os estrangeiros.

ENGARRAFADORA DE ÁGUA MINERAL KANGSO

Ainda no caminho de volta a Pyongyang, fizemos um desvio para conhecer uma engarrafadora de água mineral.

Sim, é sério: uma engarrafadora de água mineral.

Como se uma visita dessas não fosse hilária por si só, um detalhe deixou tudo ainda mais bizarro: era o dia da manutenção geral nos equipamentos e a engarrafadora estava completamente parada.

adaptorplug (CC BY-NC 2.0)

Mesmo assim, fomos recebidos pelo vigia do local que orgulhosamente nos mostrou as máquinas estáticas e, no final, nos vendeu algumas garrafas daquele precioso líquido.

Por curiosidade, paguei 50 centavos de euro por uma garrafinha, experimentei e concluí: era água como outra água qualquer. E estava quente.

MONTE RYONGGAK

Seguindo no caminho para Pyongyang paramos em um parque gigantesco e coberto de árvores, no Monte Ryonggak. Várias mesas estavam postas para nós, em uma área de piqueniques, com um fogareiro no centro de cada uma.

Sentamos e ficamos um tempo por lá, comendo churrasco e passeando pelos arredores, enquanto interagíamos com norte-coreanos que estavam no parque relaxando, cantando e se divertindo.

A CASA ONDE O GRANDE LÍDER NASCEU

Depois do almoço, seguimos nosso caminho curto e demorado até Pyongyang (eram apenas 50 km, lembra?), mas antes de chegar no centro, fizemos uma parada em outra atração bizarra: a suposta casa onde nasceu Kim Il-sung.

O parque onde a tal da casa fica é lindo, mas a casa mesmo é tão falsa, mas tão falsa, que me recusei a ocupar espaço no meu cartão de memória com ela.

A guia que nos recebeu jurou que o lugar foi construído antes de 1912 (ano de nascimento do Grande Líder), mesmo que os materiais utilizados parecessem ter sido comprados na Leroy Merlin. De qualquer maneira, mantive o respeito e fingi estar tocado pelo momento, já que aquilo tudo é sagrado para os norte-coreanos e eu nnao queria ofender ninguém.

METRÔ DE PYONGYANG

Depois de um fartão de atrações comunistas, voltamos à civilização em grande estilo, com um passeio pelo metrô mais profundo do mundo.

O metrô de Pyongyang foi inaugurado no início dos anos 70, seguindo o padrão de países ex-soviéticos: estação suntuosas, com muito mármore, murais, lustres e esculturas.

Na teoria é impressionante. Mas na prática, em uma nação que sobrevive com ajuda internacional e sofre com falta de energia, é bem diferente. O que se vê são estações gigantescas mas muito mal iluminadas, lustres enormes mas visivelmente pobres e trens caindo aos pedaços.

As únicas partes em perfeito estado são os murais e esculturas mostrando trabalhadores felizes e o onipresente Kim Il-sung.

A movimentação é grande como em qualquer metrô do mundo e a surpresa foi o número de estações por onde passamos. Ao contrário do que eu havia lido, o passeio não durou apenas duas paradas, mas seis: Renascimento, Glória, Tocha, Vitória, Reunificação e Triunfo.

O clima é um pouco tenso, mas não por causa dos pyongyanos. Eles estão apenas seguindo as suas vidas. O guia norte-coreano é que vira uma pilha de nervos tentando não perder seus clientes no meio daquela multidão e tenta acabar com tudo muito rapidamente. É entrar, olhar um pouco, fotografar, entrar no vagão, conversar o possível com os usuários locais, sair do vagão, fotografar mais um pouco e ir embora.

Apesar disso, é um passeio inesquecível.

MUSEU DAS TRÊS REVOLUÇÕES

Fiquei feliz quando soube que iríamos visitar esse museu, porque, nas palavras do Lonely Planet, ele é “um lugar surreal e raramente visitado”. E é surreal mesmo.

O museu exibe as 3 “revoluções” que o Grande Líder comandou no país: a ideológica, a tecnológica e a cultural.

Entramos apenas no pavilhão da revolução tecnológica, mas foi o suficiente. Em um ambiente quase às escuras (uma grande ironia), um guia nos levou por um passeio demorado entre peças de máquinas pesadas, maquetes de nível escolar mostrando obras supostamente grandiosas e 3 modelos de veículos produzidos no país (uma caminhonete, um carro e uma moto).

TORRE DA IDEOLOGIA JUCHE

Essa atração não estava prevista no meu tour e foi a melhor surpresa.

A torre mais famosa da Coreia do Norte tem 170 metros de altura e foi projetada pelo próprio Grande Líder (dizem, né?) e construída com 25.550 blocos de pedra – um para cada dia vivido por ele até os 70 anos, idade que ele tinha na inauguração.

Enxergar essa construção é fácil e imagino que seja possível fazer isso de praticamente todos os lugares de Pyongyang. Mas a atração mesmo é subir até a base da chama que fica no topo da torre. De lá, a vista é fantástica.

O tempo de permanência no mirante é limitado pela capacidade de público do local, mas é o suficiente para curtir, fotografar e filmar com calma. Quando você desce, pode circular à vontade por toda a área ao redor da torre.

Dei sorte e peguei um belíssimo fim de tarde sobre a capital mais comunista do mundo.

Então você me pergunta: “Torre da Ideologia Juche? Mas o que é a Ideologia Juche?” E eu respondo: é um pensamento norte-coreano (na verdade é quase uma religião) criado pelo Grande Líder. Segundo ele (em um resumo bem resumido), cada pessoa é responsável pelo seu futuro e sua prosperidade, assim como é responsável pela revolução e pela construção do país.

CAMINHADA NA MARGEM DO RIO TAEDONG

Eu já sentia que a subida ao topo da Torre da Ideologia Juche havia salvo o meu dia de atrações proletárias. Foi quando entramos no nosso ônibus, atravessamos para o outro lado do rio Taedong e iniciamos o verdadeiro grande momento daquele 10 de setembro de 2012.

A caminhada pela margem do Taedong foi mais do que uma simples caminhada. Levando em consideração tudo que a gente lê e ouve da Coreia do Norte, aquele passeio livre, com o grupo espalhado (alguns caminhando lá na frente, outros lá atrás), no meio dos norte-coreanos que descansavam, estudavam, pescavam ou simplesmente passeavam pela região, foi inesquecível.

Foi o momento mais “vida real” da viagem.

A caminhada durou apenas 30 minutos, mas pareceu muito mais. No final, lá estava o nosso ônibus nos esperando.

Depois, fomos para um restaurante onde comemos bibimbap (um prato típico coreano) e onde os guias perguntaram se alguém gostaria de ir a um parque de diversões antes de voltar para o hotel. Algumas pessoas foram, mas eu estava podre e escolhi o hotel. Não me arrependi. Depois de um dia de viagem, atrações e caminhada, desabei na minha cama no hotel.

• QUARTO DIA: FAZENDAS, LIVROS E UM PEQUENO CRIME

FAZENDA DE FRUTAS E CRIADOURO DE TARTARUGAS TAEDONGGANG

Começamos o dia com duas atrações proletárias em uma.

Taedonggang é uma área gigantesca, afastada de Pyongyang. Lá, visitamos uma fazenda de frutas e um inacreditável (e fedido) criadouro de tartarugas.

Obviamente, ouvimos mais uma vez a ladainha sobre como o Grande e o Querido Líder ajudaram no desenvolvimento de tudo aquilo e fomos levados a uma lojinha de produtos locais, para experimentar a qualidade da produção.

Sim, foi um porre. E, mais uma vez, usei o mantra: “Isso faz parte do clima da viagem. Isso faz parte do clima da viagem.”

Deu certo.

USS PUEBLO

Em janeiro de 1968, os norte-coreanos capturaram um navio norte-americano, alegando que ele estava em suas águas e fazia espionagem. Os tripulantes foram presos e só conseguiram a liberdade depois que os Estados Unidos aceitaram pedir desculpas e aquela coisa toda.

Desde então, o USS Pueblo (o navio capturado) é um trofeu da “vitória” comunista sobre o imperalismo americano, e hoje é uma atração turística em Pyongyang, atracado permanentemente no rio Taedong.

A visita ao navio tem direito a uma guia militar simpática e a um vídeo explicando a história da captura. Se você quiser rir um pouco, o vídeo é este aqui embaixo.

HELMUT SACKER COFFEE SHOP

Oi?

Como assim? Uma parada para um café no meio de uma visita a Pyongyang?

Sim.

E em um café vienense.

Quer mais? Esse café fica exatamente ao lado da praça mais comunista do mundo, a Praça Kim Il-sung.

O lugar não tinha o charme de uma cafeteria em Viena, é óbvio. Lá dentro era quente e pouco iluminado, mas considerando que estávamos em Pyongyang, aquilo pareceu um oásis europeu.

O curioso é que, apesar de ficar ao lado da praça mais importante do país, onde crianças brincavam e adultos relaxavam, o café é visitado praticamente apenas por estrangeiros.

GRANDE CASA POPULAR DE ESTUDOS

Outra atração famosa na Coreia do Norte, a Grand People’s Study House (como é mais conhecida, óbvio) é realmente grande.

O prédio domina um dos lados da praça Kim Il-sung, com seu estilo oriental-comuna. Lá dentro, os ambientes são enormes, a começar pelo hall de entrada, onde uma estátua gigantesca mostra o Grande Líder sentado como um Lincoln.

O tour é feito com um guia do próprio lugar. No meu caso, o guia era esse senhor aqui embaixo, gentil e bem-humorado, que nos levou por várias salas, todas com a dupla de fotos dos líderes do país.

Passamos por bibliotecas (dizem que existem 30 milhões de livros lá dentro), salas de vídeos, de música, aulas de línguas e um auditório. Em todos os ambientes, o público nos recebia com curiosidade e sorrisos, ainda que estivéssemos fazendo barulho em lugares onde deveria haver silêncio.

O momento mais interessante foi quando “invadimos” uma sala onde acontecia uma prova de inglês. Todos pararam e a professora pediu que nos apresentássemos aos alunos. Os olhos deles brilhavam a cada país de origem mencionado: Brazil, Australia, United States, Scotland, Germany. Depois das apresentações, os english-speakers circularam entre os alunos para ajudar nas provas.

Infelizmente, não vi ninguém tendo aula de português. Adoraria ter ajudado.

PALÁCIO DAS CRIANÇAS PYONGYANG

A capital norte-coreana tem alguns centros chamados de “palácio das crianças”, onde a molecada da cidade passa suas horas fora da escola. O mais famoso deles é o Palácio Mangyongdae, cujo prédio supostamente imita os braços de uma mãe abraçando o filho. Nesses lugares, elas aprendem música, canto, malabarismos e um monte de outras coisas que acabam sendo apresentadas aos turistas.

Não fui no Mangyongdae, mas acho que ele não deve ser muito diferente do Palácio Pyongyang.

Para ser bem sincero, os shows apresentados são meio estranhos. Os turistas não ficam no teatro durante todo o espetáculo, o que causa um entra e sai constante, com grupos chegando e outros indo embora no meio da escuridão. No palco, as crianças não parecem crianças, mas, sim, adultos pequenos, compenetradíssimos no que estão fazendo, sem diversão nenhuma. É interessante, mas meio bizarro.

No final do show, as crianças ficam no palco e a plateia pode subir para dar presentes para os pequenos artistas. Eu havia comprado flores na entrada do prédio e dei para uma menina que me olhou com cara de quem preferia ter recebido chocolate ou balas.

LOJA DE ARTESANATO E SOUVENIRES MINYE

Antes do jantar, fizemos uma parada nesse lugar para comprar lembranças do país. Achei que fosse encontrar coisas legais, mas me limitei a comprar uma garrafinha de ginseng magistralmente definida em seu rótulo como “healthy food stuff”.

O resto das lembranças à venda era uma prova irrefutável de que a Coreia do Norte parou nos anos 80. Não tive estômago para levar mais nada.

HOTEL YANGGAKDO

O hotel onde nós ficaríamos em Pyongyang (e que foi mudado na última hora para o Koryo Hotel) acabou virando uma atração no nosso roteiro.

O Yanggakdo é o único hotel onde os estrangeiros podem caminhar sozinhos ao ar livre, já que ele fica em uma ilha no meio do rio Taedong, isolado da população (ele é o prédio ali no canto superior esquerdo da foto abaixo).

É o segundo maior prédio do país (são 47 andares) e também tem um restaurante giratório no topo, absolutamente inútil à noite, porque os vidros refletem o lado de dentro e impedem de ver a vista.

Como adolescentes abobados, eu e mais um grupo de gringos saímos para desbravar o misterioso 5º andar do prédio, que não existe nos botões dos elevadores. Foi divertido ver aquele bando de homens subindo e descendo escadas, mas não conseguimos acessar o tal andar.

(Coincidentemente, enquanto escrevia isso, minha já caríssima leitora Helena Bello, que vive em Seul, me explicou que muitos edifícios nas duas Coreias “não têm” o 5º andar por uma superstição local. Segundo ela, a pronúncia de “5” em coreano é igual à de “morte”, o que leva o pessoal a evitar o número. Pronto. Está explicada a lenda.)

O melhor da visita ao Yanggakdo foi a oportunidade de fazer algo ilegal na Coreia do Norte: comprar wons atuais.

A moeda do país é proibida para estrangeiros, que só podem trabalhar com dólares, euros ou yuans chineses. As únicas notas de wons disponíveis aos forasteiros são as que saíram de circulação e são vendidas como souvenir.

Mas no Yanggakdo existia um guichê de câmbio que, sabe-se lá como e por que, vendia wons atuais. Nem pensei duas vezes quando soube disso: peguei os 2 euros que tinha no bolso e pedi o que desse. Recebi 15 wons da foto acima.

Nada como um pequeno crime para terminar bem o 4º dia na Coreia do Norte.

Próximo capítulo: O que fiz na Coreia do Norte – 5º e 6º dias. A fronteira com a Coreia do Sul e a estranha sensação de liberdade na China.

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Gabriel Quer Viajar foi para a Coreia do Norte com o apoio exclusivo da Koryo Tours.

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Gostou? Leia também os outros posts sobre a viagem à Coreia do Norte

ANTES DA VIAGEM (estudos e preparativos):

– Por Que Pra Lá – Coreia do Norte

– Visto norte-coreano: uma experiência surreal

– O que se faz na Coreia do Norte

– O que se faz na Coreia do Norte (segunda parte)

– Curiosidades norte-coreanas

DEPOIS DA VIAGEM:

– Coreia do Norte: o país mais estranho do mundo é um país deste mundo

– As (minhas) melhores imagens da Coreia do Norte (como fotografar no país)

– Arirang. A Coreia do Norte a cores

– Air Koryo, a Coreia do Norte que voa

– Dançando com norte-coreanos

– O que fiz na Coreia do Norte – 1º e 2º dias

– O que fiz na Coreia do Norte – 5º dia

– O que fiz na Coreia do Norte – último dia

– Tony Wheeler na Coreia do Norte

– Gabriel Quer Viajar na CBN

– A Coreia do Norte na prática

– É ético ir para a Coreia do Norte?

– Mulheres de Conforto

– Meu longa-metragem na Coreia do Norte

Você também poderá gostar

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    34 Comentários
  1. Você tá melhor que a NAT GEO.
    PARABENS!

  2. E qual é a versão Norte-coreana da guerra? Acho sempre interessante a versão dos derrotados… Geralmente a gente só tem acesso à dos vitoriosos, né? 🙂

  3. Cara,

    Tava lendo teu blog agora e tem algo que achei super engraçado. Fui lá em setembro e parece que fizemos exatamente a mesma viagem. As mesmas atrações, quase as mesmas fotos e quase as mesmas impressões. É engraçado como até a mulher que te recebeu na fazenda era exatamente a mesma que me recebeu com a casa com a mesma arrumação…

  4. Rapaz, sou fascinado pela Coréia do Norte, tenho muita curiosidade em conhecer. De todos os documentários que já vi (e não foram poucos)o seu relato foi o mais abrangente. parabéns pelo brog. Gostaria te manetr contato contigo, tenho perguntas e curiosidades de lá.

  5. Vale a pena ver o video da barragem , mesmo que seja para rir entre o 7:20 e 7:40!!

    e mais do que nunca, quero conhecer a DPRK!! 🙂

  6. obrigado Gabriel pelas suas fotos e todas as descrições.não sabia nada sobre a coreia do norte até ler o livro de José luis Peixoto,outro turista na c. do norte e ao pesquisar o riotaedong,encontro este seu blog e estas maravilhosas fotos!como dizia alguém é bom viajar sem sair de casa!muito lhe agradeço ,muita sorte e um grande abraço.

    • Eu que agradeço pelas palavras, Emilia! =)

  7. Muito boa a sua matéria e o blog em geral,cara o mais engraçado foi o video da contrução da barragem,quando o “grande líder”está olhando aquele mapa e não entendendo nada,hahaha.

  8. Beleza? Estou achando muito interessante, mas gostaria de saber um pouco mais sobre as noitadas norte-coreanas. Devem existir bares, frequentados pela população mais abastada (ligados ao governo). Vocês tiveram a oportunidade de conhecer algum?

    • Oi, Ivan. Não tive oportunidade de ir a festas norte-coreanas. Abraço.

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