Existe um lugar que eu guardei para apresentar a você justamente nesta época do ano.

Pablo Manriquez (CC BY-ND 2.0)

Esse lugar fica na África e é a ilha mais isolada do seu país, a Guiné Equatorial. Na verdade ele fica mais perto da ilhas de São Tomé e Príncipe e também do Gabão do que da parte continental da sua própria nação.

Juntos, esse lugar, as ilhas de São Tomé e Príncipe e mais uma outra ilha de Guiné Equatorial, chamada Bioko, formam a Cordilheira de Camarões, uma cadeia de vulcões que começa submersa no Oceano Atlântico e se vai continente adentro, pela borda entre Nigéria e Camarões.

NASA – Domínio público

Wikipedia (autor não identificado – CC BY-SA 3.0)

A língua oficial deste lugar é o espanhol, a mesma da Guiné Equatorial, mas o povo de lá também tem um dialeto próprio, cujo nome é inspirado no nome da ilha mesmo (e você vai achar engraçado daqui a pouco): é o Fá d’Ambô, uma mistura de espanhol e crioulo português.

Por causa da localização distante, esse lugar passou muito tempo isolado, com visitantes escassos e esporádicos. Houve um período em que os barcos com mantimentos chegavam apenas uma vez por ano, para você ter uma ideia. É claro que isso ajudava a manter a integridade da ilha mas também causava uma dificuldade enorme para a pequena população de 5000 habitantes – que ainda sobrevive basicamente de pesca artesanal e de agricultura familiar.

Esse lugar ganhou um aeroporto, há alguns anos, e o governo guineense tem planos de estimular o turismo por lá. Potencial, ele tem: a ilha é considerada um paraíso, com fauna e flora próprias, além de praias e florestas lindas e um belíssimo lago vulcânico, motivos pelos quais ela virou uma reserva ecológica.

Bioko Islander (CC BY-SA 3.0)

Embassy of Equatorial Guinea (CC BY-ND 2.0)

Pablo Manriquez (CC BY-ND 2.0)

Pablo Manriquez (CC BY-ND 2.0)

berklee12 – All rights reserved 

Por que eu guardei essa ilha para essa época do ano? Pela história e pelo nome dela.

A ilha foi descoberta por dois navegadores portugueses que estavam em busca de novos portos para o tráfico de escravos.

A data da descoberta: 1º de janeiro de 1475.

O nome que ela ganhou: Ano Bom (hoje, Annobón).

Wikipedia (autor não identificado – CC BY-SA 3.0)

TravelingMan (CC BY-NC-ND 2.0)

Ano bom também é o que eu desejo para todos vocês, minhas amadas leitoras, meus amados leitores. E que 2014 nos traga ótimas viagens e fantásticas descobertas pelo mundo.

Mas antes de encerrar, vamos à explicação que faltou: por que a língua que os annobonenses falam se chama Fá d’Ambô?

Ora, porque é a “Fala de Ano Bom”.

Fá d’Ambô, entendeu?

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    7 Comentários
  1. Morri com esse lago no meio da ilha, que lindo!
    Um Ano Bem Bom pra vc também, cheinho de boas, lindas e grandes viagens 😉

  2. Ah, esse mundo sem fim…

    Um Ano Bom pra você também! 2014 é o ano em que todos irão se apaixonar pelo Irã. 🙂

  3. concordo com a Camila Navarro… tô usando teus posts pra convencer o marido à conhecer o Irã. Mas acho que vai ser um processo de preparação bem longo, tipo os teus 10 anos hehhehehe

    Feliz ano novo!

  4. Melhor de blog de viagens!
    Que vc tenha muitas novas ideias de posts e viagens incríveis em 2014!!!

  5. Esse lago é fora de série. Perfeito!

  6. Que beleza acordar todo dia num Ano Bom! 🙂

  7. Achei lindo este lago, eu como geografo me apaixonei por esta paisagem! Fazer as contas pra viajar até lá kkkk

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