No final do ano passado, nós estávamos planejando uma viagem à Serra da Canastra em Minas Gerais quando a Ford perguntou se gostaríamos de fazer essa viagem na Nova Ranger. Adorei a ideia, pois nunca tinha dirigido uma pick-up e, além disso, sabíamos que a estrada da Serra era toda em terra e a previsão do tempo não era das melhores.

Nova Ford Ranger - Frente ainda limpa

Tudo que eu sabia da tração 4×4, até então, era que ela é usada, normalmente, para terrenos ruins, estradas de terra e subidas íngremes. Além disso, eu sabia que existia uma tal de “marcha reduzida” para momentos em que você pode atolar ou escorregar, mas isso tudo era só teoria >.<” Como seria dirigir uma pick-up 4×4 em estrada de terra? E se tivesse muita lama? E se estivesse muito escorregadio na hora de descer um morro?

Todas essas perguntas só me deixavam mais curioso para chegar logo na Serra da Canastra e brincar de fazer trilha pela primeira vez :mrgreen:

Primeiras impressões sobre a Nova Ford Ranger

Quando peguei a Nova Ranger, me assustei com seu tamanho, pois a Ford nos emprestou a versão LIMITED PLUS 3.2 Diesel 4X4 Automática de 200cv e top de linha. Acostumado com meu bom e velho Fiestinha, a pick-up tinha quase o dobro do tamanho e da altura dele e quase não entra na garagem de casa 😛 Por dentro era conforto puro, com bancos de couro, som com controle no volante, câmbio automático e câmera de ré no retrovisor.

Nova Ford Ranger - Lateral ainda limpa

As versões anteriores da Ranger não tinham um design que me agradasse, mas essa Nova Ranger era linda por fora e por dentro, seguindo a tendência da Ford em investir nos designs de seus novos carros como o New FiestaNova EcoSport e Novo Focus. Pelo menos por fora, até então, a Ranger fazia jus ao seu slogan “Raça Forte”.

Os primeiros quilômetros com a Ranger foram tensos, não porque o carro se não comportava bem, mas porque eu ainda estava me acostumando com seu tamanho >.<” Por sorte, quase todo o caminho até a Serra da Canastra foi feito em estradas asfaltadas e duplicadas, apenas quando entramos em Minas Gerais é que chegaram as rodovias de pistas únicas e só no final começou o trecho de terra.

Nova Ford Ranger - Retornamos para a civilização? Ou seguimos viagem?

Nas ultrapassagens a Ranger se comportou bem, mas achei que o câmbio automático, como esperado, era meio lento para reduzir a marcha e ganhar velocidade. Foi quando percebi que seu câmbio automático tinha a opção de troca manual, o que facilita nesses momentos de ultrapassagens mais rápidas 🙂

Conforto

A Nova Ranger era bem confortável, com bancos de couro e bastante espaço até para quem estava no banco de trás.

Nova Ford Ranger - Painel

As primeiras 2 horas se passaram e nem sinal de cansaço. Mais 4 horas e fizemos nossa primeira parada para abastecer, pertinho da hidrelétrica de Furnas, e estávamos todos muito bem. Chegamos na Pousada Fazendinha da Canastra com pouco mais de 8h de viagem, depois de parar para jantar em Piumhi, e, por incrível que pareça, o cansaço estava apenas começando a nos pegar, mais pelo horário (já era noite) que por ter dirigido todo esse tempo 😀 Bem diferente de quando fiz uma viagem de 6h de carro para Belo Horizonte.

Durante nossos dias na Serra da Canastra, ficamos passeando pra lá e pra cá em estradas de terra e, apesar dos buracos e dificuldades da estrada, a Nova Ranger se mostrou bastante confortável também.

Nova Ford Ranger - Começo da Serra da Canastra

Quem tá na lama é pra se sujar!

“A ship in port is safe, but that’s not what ships are built for.” -Grace Hopper

Nova Ford Ranger - Ponte sobre o Rio São Francisco

Eu gosto muito dessa frase e tento vivê-la sempre que possível 🙂 Foi com esse pensamento que fui para a Serra da Canastra com a Ranger. Eu sabia que iríamos pegar só estradas de terra por lá e talvez alguma lama por causa das últimas chuvas, mas eu não esperava que chovesse tanto, a ponto de não conseguirmos subir até as nascentes do Rio São Fransico e da Cachoeira Casca D’Anta.

Nova Ford Ranger - Preparando para passar a ponte sobre o Rio São Francisco

O Vicente, dono da pousada que ficamos, me deu um curso rápido de 15 min sobre como usar o 4×4, a reduzida e o sistema de freio automático de descidas da camionete, pois havia chovido bastante de noite e a previsão era do clima ficar fechado durante todo o final de semana.

Nova Ford Ranger - Passando sobre a ponte sobre o Rio São Francisco

Nova Ford Ranger - O Rio São Francisco está ficando mais caudaloso

As estradas mais comuns, para o parque da cachoeira Casca D’Anta, para o paredão da Serra e para o restaurante que fica quase que no topo da mesma estavam enlameadas e poucos carros comuns foram vistos. Os que tentavam estavam com os pneus completamente lisos de tanta lama que grudou neles. Enquanto isso a Ranger, e os motoqueiros, levavam tudo no peito, inclusive as descidas mais cabulosas e escorregadias. Um beijo para o sistema de freio automático! =*

Nova Ford Ranger - Motoqueiros companheiros de viagem

Mas foi no último dia, antes de voltarmos, que a Nova Ranger mostrou a que veio 😀

Nova Ford Ranger - Essa foto poderia estar em alguma revista :PNova Ford Ranger - Casca D'Anta ao fundo

A Nova Ranger me tratou com carinho na nossa primeira vez

“Da lama viemos, nela estamos e a ela voltaremos.” -Lema, ou seria lama, do Speed Lab da UFMG

Foi no último dia, depois de um final de semana inteiro de chuvas, que resolvemos visitar dois produtores de queijo canastra. Foi nesse dia também que a Nova Ranger mostrou como ela é carinhosa até mesmo com quem não tem experiência. Ela praticamente pegou na minha mão e me mostrou o que eu deveria fazer :mrgreen:

Nova Ford Ranger - Sobre o Rio São Francisco

O primeiro produtor de queijo canastra estava logo depois de uma estrada de terra coberta por uma poça de lama de uns 50 metros de extensão. Fiquei tenso. Liguei  a reduzida e fui com cuidado. Ainda assim, ela derrapava pra lá e pra cá com o a lama na metade do pneu do carro. Sem afobação, ela dizia. E assim eu passei pelo primeiro teste \o/

Já empolgado com a experiência, resolvemos entrar na propriedade de outro produtor de queijo. Já no início, percebi que não havia onde virar o carro se fosse preciso. A tensão aumentou quando, já metade do caminho adentro, percebi que a lama estava por todo lugar.

Nova Ford Ranger - Estrada para o restaurante no topo da Serra da Canastra

É tarde pra voltar agora? Quem sabe a gente consegue voltar de ré pelas subidas e descidas? Pára! O carro está com uma roda pra fora do mata-burro!

Nova Ford Ranger - Começamos nossa aventura

Sem ter muito o que fazer, resolvemos seguir até o final do caminho, passando por uma subida bastante inclinada e cheia de lama, torcendo para que o dono da propriedade estivesse por lá e para que conseguíssemos virar o carro. Santo Vicente que me ensinou a usar a reduzida!

Nova Ford Ranger - É pra isso que ela foi feitaNova Ford Ranger - Lama faz bem pra pele

Sambando de um lado pro outro devido à quantidade de lama, a Nova Ranger nos levou até a casa do Zé Maria, um dos produtores mais famosos da região e pudemos finalmente fazer o retorno com o carro 😀

Passado o sufoco, a volta para casa foi só alegria e momentos de aproveitar a adrenalina daquela aventura, afinal foi pra andar na lama que a Nova Ford Ranger nasceu 😛

Nova Ford Ranger - Quem quer lama?

Fiquem ligadinhos, porque a nossa aventura em busca do melhor Queijo Canastra da Serra da Canastra está só começando!

Finalmente entendi porque as pessoas gostam tanto de fazer trilhas!

Quando começa a nova aventura mesmo?

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    3 Comentários
  1. Aventura emocionante!!!!!!!!
    Ficaremos no aguardo das próximas!!!

    p.s. as fotos ficaram lindas!!!!

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  1. […] casa Agora, se você tem um 4×4, certamente irá adorar o caminho dentro da Serra da Canastra como o Fred, principalmente se estiver […]

  2. […] Portanto, leve esse fator em consideração: a aventura é potencializada se sua intenção for passear por lá num carro de passeio convencional. Se esse for o seu caso, considere trocar a suspensão quando você voltar para casa Agora, se você tem um 4×4, certamente irá adorar o caminho dentro da Serra da Canastra como o Fred […]