Seguindo na minha intenção de trazer para cá algumas viagens do meu antigo site, apresento a você o Marrocos, o meu primeiríssimo destino considerado exótico, aquele que abriu a porta para todos que vieram depois.

Meknes - Foto: Gabriel Prehn Britto

Daí, você que leu meu post sobre o Sudeste Asiático me pergunta: “Mas você não disse que sua primeira aventura num lugar diferentão havia sido Vietnã-Camboja-Laos?”

E eu respondo: não. O Sudeste Asiático foi a minha primeira grande aventura num lugar exótico.

A principal diferença entre a aventura e a grande aventura é simples: o Marrocos está ao lado da Europa, enquanto o Sudeste Asiático está a 10 horas de voo das principais cidades do Velho Continente.

No Marrocos, se eu descobrisse que a minha curiosidade por países exóticos não suportava a realidade, eu teria apenas que atravessar o estreito de Gibraltar e me refugiar na familiaríssima Espanha.

A Espanha, vista do barco no Estreito de Gibraltar

A Espanha, vista do barco no Estreito de Gibraltar

Já se o mesmo acontecesse no Laos, no Camboja e no Vietnã, eu não teria muitas alternativas de fuga. Teria que correr para Bangcoc e tentar adiantar a passagem de volta.

Foi principalmente por este motivo (pela proximidade da Europa) que eu escolhi o Marrocos para o meu début nos países “estranhos”. Pode parecer frescura, mas é o que eu recomendo para todos que querem começar a correr o mundo: faça aos poucos. Vá para países exóticos mais próximos de países não-exóticos, onde você consiga ver o diferente mas também possa recorrer ao conhecido de vez em quando. Onde haja uma língua mais familiar (no caso do Marrocos, o francês) e não apenas letreiros indecifráveis.

Assim você testa você mesmo, evita grandes traumas e vai se acostumando com essas diferenças, ganhando experiência para ir cada vez mais longe.

Se tudo der certo, talvez um dia você também esteja escrevendo um blog sobre destinos exóticos.

marrocos na prática

 

Assim como o meu guia para Camboja, Vietnã e Laos, este guia para o Marrocos é apenas uma adaptação de tudo que eu escrevi lá no meu antigo site. O pensamento é o mesmo: a viagem aconteceu em 2006 e não faz sentido publicar informações práticas, mas algum conteúdo ainda pode ser útil e vale dividir essas experiências com você.

Também como no guia do Sudeste Asiático, fiz uma seleção de blogs legais que têm informações atuais sobre o país e coloquei eles lá no final. Sugiro que você dê uma passeada por eles também.

Sem mais enrolação, sigamos.

***

Quando fui

Entre 26 de março e 6 de abril, início da primavera na região.

 

Meu roteiro

26 MAR – Saída do Brasil, em direção a Madri (Espanha)

27 MAR – Chegada em Madri, conexão para Casablanca (Marrocos) e trem para Marrakech

28 MAR – Marrakech

29 MAR – De Marrakech a Essaouíra, de ônibus

30 MAR – De Essaouíra a Marrakech, de ônibus

31 MAR – De Marrakech a Ait Benhaddou, de grand taxi privado (explicações mais abaixo)

01 ABR – De Ait Benhaddou a Merzouga, de grand taxi privado

02 ABR – Merzouga

03 ABR – De Merzouga a Fez, de ônibus noturno

04 ABR – Fez

05 ABR – Day trip para Meknes, com visitas rápidas em Volubilis e Moulay Idriss. Noite em Fez

06 ABR – De Fez a Tanger, de trem. Depois, ferryboat para Algeciras (Espanha) e trem para o resto da viagem já na Europa.

Roteiro

Mapa: Cacahuate (CC BY-SA 3.0)

A Espanha também estava no roteiro desta viagem, mas a ordem dos países foi definida sem pensar muito, com marroquinos no início e espanhóis no final. Foi assim, totalmente ao acaso, que acabei descobrindo uma das leis da minha vidinha de viajante:

“Sempre que a viagem incluir um país rico e um país pobre, o país rico deve ficar no final do roteiro.” (Saiba mais sobre isso aqui)

Filosofadas viajantes à parte, minhas superdicas para o seu roteiro:

1) Para ir e/ou voltar de Merzouga, use um avião. Não dá para voar direto até a cidade, mas dá para ir até Er Rachidia e de lá pegar um grand taxi. Recomendo isso porque o trecho Ait Benhaddou-Merzouga de táxi foi muito cansativo, apesar de ser interessante ver a paisagem. E se esse trecho foi cansativo, o trecho Merzouga-Fez de ônibus foi para matar. Veja o tópico abaixo para entender o drama.

2) Não cometa a imbecilidade que eu cometi para economizar 100 dólares: voar do Brasil apenas até Casablanca e seguir viagem para Marrakech de trem. Meu deus, como fui idiota fazendo isso. É claro que economizei dinheiro, mas cheguei em Marrakech totalmente moído depois de uma penca de horas de voo, uma conexão em Madri, outro voo e mais 3h30 de trem. Sério: não faça o mesmo. É uma economia burra demais. Até hoje eu ajoelho no milho esporadicamente, para nunca mais esquecer desta besteira.

3) Se você quiser atravessar o Estreito de Gibraltar de ferryboat, não faça isso em um único dia, saindo de Fez. A viagem de trem de lá até Tanger é longa e você perde tempo demais, além de se cansar. Aproveite a necessidade e fique em alguma outra cidade mais próxima de Tanger, antes de ir até lá para fazer a travessia. Vai ser menos corrido e mais agradável, pode acreditar.

 

Como me movimentei por lá

A locomoção pelo Marrocos não era nada fácil em 2006 e, pelo que eu li na versão mais atual do Lonely Planet, não mudou muito.

As distâncias no país são longas e algumas exigem atravessar a cadeia de montanhas do Atlas, que separa o Marrocos atlântico do Marrocos saariano, o que significa velocidade mais baixa e mais tempo de viagem. Sem trens de passageiros fazendo esses trajetos montanhosos, resta se agarrar nos aviões, nos ônibus, nos grand taxis e nos carros particulares (alugados com ou sem motorista).

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Mapa: Eric Gaba (CC BY-SA 3.0)

No meu caso, tudo foi feito de ônibus, trens e grand taxis, então não escreverei quase nada sobre como voar por lá, apenas que a maior companhia do país é a Royal Air Maroc e que ela tem site em português e voos para o Brasil.

– Ônibus

Basicamente, o mercado de ônibus decentes é dominado pela CTM e pela Supratours, como era em 2006. De acordo com a lenda, os da Supratours eram os mais confortáveis, os mais pontuais e os melhores. Usei a companhia para a viagem entre Marrakech e Essaouíra e foi tudo bem. O ônibus não era grande coisa, mas a viagem durava apenas 2h30, então não deu para sentir. Já o trecho entre Merzouga (na verdade, Rissani) para Fez foi um inferno, porque o banco não reclinava e tive que ficar sentado das 20h às 6h. Era um ônibus da CTM.

– Trem

As ferrovias são um bom meio de transporte por lá, mas ficam restritas ao Marrocos atlântico, já que não existem linhas de passageiros do lado saariano.

Utilizei trens para ir de Casablanca a Marrakech (3h30), para ir de Fez a Meknes (rapidinho) e para ir de Fez a Tanger (6h). Eles foram confortáveis na segunda classe, para os trechos acima, mas não sei como são em distâncias maiores.

Para informações a respeito de horários e valores, tente o site do Office National des Chemins de Fer Marocain ou o Seat 61, um site inglês com informações preciosas sobre como se locomover no país.

– Grand Taxi

Antes de falar sobre eles, é necessário explicar o que são.

Nas cidades marroquinas, existem dois tipos de táxis: os petit taxis e os grand taxis. Os petits são carros pequenos que só podem transitar dentro das cidades, sendo proibidos de viajar entre dois municípios.

Petit taxis de Fez

Petit taxis de Fez

Já os grands são veículos maiores, geralmente Mercedes antigos, que fazem trajetos mais longos e que ficam em determinados pontos das cidades anunciando seus destinos, vendendo seus lugares e aguardando que fiquem cheios. Um grand taxi normalmente leva 6 passageiros e não costuma ir muito longe, apenas até cidades próximas. Se você estiver em um grupo com menos de 6 pessoas e quiser privacidade, deve pagar os valores de todos os outros assentos vagos. Caso contrário, prepare-se para esperar o carro encher antes de sair.

Grand Taxi

Isso é um grand taxi

Utilizei grand taxis para ir de Marrakech a Merzouga (com pernoite em Ait Benhaddou), e para ir de Meknes a Volubilis.

Encontrei alguém para fazer o trecho Marrakech-Merzouga com facilidade, mas tive sorte, porque não são todos os taxistas que topam ir tão longe. O que previa era ter que ir de cidade em cidade trocando de grand taxis até o destino final, algo definitivamente bem mais cansativo.

Já no passeio a Volubilis e Moulay Idriss, encontrei um taxista negociando com um casal de franceses e acabamos dividindo o valor. Foi uma corrida rápida. O taxista nos esperou em Volubilis e, na volta, fez uma parada de 30 minutos em Moulay Idriss.

Em resumo, o grand taxi é uma boa alternativa, bem mais barata que o aluguel de carros.

– Aluguel de carro

Acabei não usando essa alternativa, mas usaria se fosse hoje. As estradas que vi eram ótimas e bem sinalizadas. Para quem não quiser dirigir, uma alternativa (bem cara) é o aluguel de carro com motorista.

Estrada entre Marrakech e Essaouira

Estrada entre Marrakech e Essaouira

– Ferry

De Tanger a Algeciras, cruzei o estreito de Gibraltar em um confortável ferry boat e foi bem fácil. Existem muitas empresas que fazem o trajeto e tudo que você tem que fazer é escolher qual prefere e esperar até o barco sair.

 

Meus hotéis

É claro que os hotéis nos quais fiquei (abaixo) podem ter mudado para melhor ou para pior desde lá, então sugiro que você faça sua pesquisa para ver como eles estão hoje.

MARRAKECH: Hotel Assia. Ótimo hotel dentro da medina de Marrakech. A localização é excelente, perto da praça Jemaa el-Fna e de uma rua repleta de casas de câmbio e restaurantes. É um pouco difícil de encontrar pela primeira vez (veja a placa abaixo, perdida no meio das outras), mas isso acontece com qualquer hotel dentro da medina. E não se assuste com a ruazinha estreita e escura: quase todas as ruas dentro da medina são assim.

Assia Marrakech

 

ESSAOUÍRA: Hotel Borj Mogador. Um pouco longe da medina de Essaouíra, mas se você considerar que qualquer petit taxi na cidade é uma pechincha, não há do que reclamar. Não tinha nenhum charme, mas quarto era confortável e o atendimento, muito bom.

AIT BENHADDOU: Hotel Dar Mouna. Uma maravilha de hotel, com vista fantástica para o casbá de Ait Benhaddou, equipe atenciosa, um restaurante ótimo e quartos aconchegantes. Ficou melhor ainda porque eles me colocaram em um dos melhores quartos, com vista para o casbá, quando eu havia reservado o quarto mais barato, sem vista nenhuma. Achei que tivesse sido um upgrade gratuito, mas eles disseram que foi engano e, mesmo assim, não deram bola e deixaram por isso mesmo.

Terraço do Dar Mouna, de onde se vê o casbá

Terraço do Dar Mouna, de onde se vê o casbá

 

MERZOUGA: Ksar Bicha. Não sei bem o que dizer, porque ele mudou muito. Quando fui, era apenas um ótimo hotel pequeno, muitíssimo confortável e agradável, tanto que considerei o melhor da viagem. Hoje, o Ksar Bicha está enorme e tem até uma baita piscina.

O interessante é pensar que eu acompanhei este crescimento graças à página do hotel no Facebook, onde fui encontrado (alguns anos depois) pelos donos do Ksar Bicha, os irmãos Oubassidi, uma dupla gentilíssima e extremamente querida. Diga aí: qual dono de hotel encontrou você numa rede social desta forma, tempos após a sua estadia, e costuma conversar com você de vez em quando? Só isso já conta muitos pontos para eles.

Ah, não deixe de fazer o passeio de dromedário e passar uma noite no meio das dunas. É uma experiência indescritível.

FEZ: Ibis Moussafir Fez. Bom hotel, com boa localização, ainda mais para quem tem que pegar trem cedo da manhã (como eu tinha), já que fica ao lado da estação ferroviária. Foram gentis oferecendo um quarto às 6h, quando cheguei de Merzouga quebrado pela viagem de ônibus.

 

O que comi

Muito cuscuz e tajines, delícias que fazem correr uma lágrima de saudade no cantinho do meu olho direito. Eles vinham sempre com temperos fortes, que podem dar problemas em estômagos mais fracos, mas não há por que se preocupar muito: a cozinha internacional está por toda parte no Marrocos e é a coisa mais fácil do mundo achar uma pizzaria por lá. Prepare-se também para passar o resto da vida sonhando com chá de menta, a bebida nacional. Juro por Alá: eu beberia aquilo diariamente se conseguisse fazer igual aqui no Brasil.

Menta

 

E o dinheiro?

Dizem que as preços subiram nos últimos anos, então o Marrocos certamente não é mais tão facinho quanto em 2006. De qualquer maneira, alguns sites que procurei indicam que o país segue mais barato que a Europa. Cheque as informações nos blogs indicados abaixo ou em sites especializados em preços de lugares.

Todas as grandes cidades tinham ATMs e seguem tendo, então continua sendo muito fácil retirar dinheiro ou pagar com cartão de crédito. Talvez algo tenha mudado, mas verifique como estão as coisas em cidades pequenas. Eu retirei uma boa quantia antes de ir para o Saara, por segurança, mesmo assim consegui pagar o meu tapete marroquino com cartão de crédito, em uma lojinha perdida no meio do nada. Hoje deve ser ainda mais molezinha.

dirham Marrocos

Nota de dirham, ou MAD, a moeda local

 

Burocracias básicas

Brasileiros não precisavam de visto quando fui, então cheguei em Casablanca e ganhei o carimbo no aeroporto sem nenhuma complicação. Veja informações atualizadas no site do Itamaraty.

Visto Marrocos

 

Como foi o clima

Na época em que fui (entre março e abril) o clima estava perfeito. Durante o dia fazia um calorzinho bom e, à noite, esfriava um pouquinho. Apenas no deserto fez calor mais forte, mas nada insuportável. E, sim, a noite é bem fria no Saara. Dormi com uns 3 ou 4 cobertores.

 

Segurança

Você pode até se assustar ao andar pelas medinas marroquinas à noite, com suas ruas escuras e bandos de homens encostados nas paredes conversando. Mas vai ser apenas um medo de brasileiro traumatizado, porque não há nenhuma razão para isso. A segurança por lá é total. Depois que você se acostuma com o ambiente, não se preocupa com mais nada.

À noite, isso não fica muito convidativo. Mas é só impressão

À noite, isso não fica muito convidativo. Mas é só impressão

 

Que língua falei

Não se preocupe com a língua nas zonas e cidades turísticas. Os marroquinos que trabalham nessas regiões falam vários idiomas, alguns até o português.

Fora destas zonas, é bom saber algo de francês, mas é preciso se acostumar com o sotaque fortíssimo deles. Na pior das hipóteses, vá de inglês mesmo. E aprenda a pronunciar “salam ualéikon”, que é sempre bem-vindo.

 

Sobre religião

A religião oficial do Marrocos é o islamismo, mas não se preocupe tanto com isso. Fazer o básico quando o assunto é religião é suficiente para não arranjar problemas. O que é o básico? Simples: demonstre respeito.

Seja você um homem ou uma mulher, evite usar roupas que deixem o corpo muito à mostra. Apesar de haver européias andando com microssaias e camisetinhas coladas sem ser (muito) importunadas, o melhor é não facilitar e ser discreta/discreto.

De resto, aproveite a oportunidade de estar em um país islâmico. Acredito que boa parte da segurança marroquina se deve a isso, sem falar que é sensacional ouvir os alto-falantes das mesquitas gritando “Alá é grande!” o dia inteiro. É o som do Marrocos.

 

O que eu li antes de viajar

O Marrocos foi a viagem menos estudada por mim. Foram poucos dias entre a decisão de ir para lá e a data do embarque, então usei apenas o guia “Morocco” da série Eyewitness, editora DK, em inglês. Mas se você quiser algo atual e em português, pode comprar o guia Marrakech, da Pulp Edições, à venda na Lojinha do blog.

 

Ao que assisti antes de ir

Filme que recomendado para quem vai ao Marrocos:

O Céu que nos Protege

 

Para as mulheres

Garotas, não se preocupem tanto com o Marrocos. Vocês vão ouvir muita bobagem quando disserem para seus amigos que estão indo para lá, inclusive lendas de que vão seqüestrar vocês. Besteira das grossas. É claro que é recomendável que as mulheres se vistam de forma discreta e não mostrem muito o corpo, para evitar comentários mais exaltados, mas não significa que andar de outra forma seja um convite a ter problemas. Você vai ver mulheres vestindo todo tipo de roupas por lá: estrangeiras usando microssaias, marroquinas usando roupas ocidentais (com cabelos soltos), além de marroquinas cobertas da cabeça aos pés. Para informações femininas sobre isso, leia os relatos da Mari Campos.

 

Cidade por cidade

 

Os textos abaixo estão no presente, mas lembre-se de que minha experiência é de 2006.

 

– Marrakech

Nem pense em ir para o Marrocos sem passar por Marrakech. Se você tem dinheiro para jogar pela janela, dê um pouco para mim ao invés de gastar desse jeito.

A cidade mais badalada do país é absolutamente imperdível. Subir em um dos cafés nos terraços ao redor da praça Jemaa el-Fnaa, no final da tarde, para ver o sol se pôr ao som dos cânticos das mesquitas e do barulho da área, é inesquecível. A medina local também é fantástica e o lugar perfeito para caminhar sem destino, descobrindo coisas novas em cada ruazinha. Você vai se perder nela, isso é fato, mas em algum momento você vai acabar de novo na praça, então não tem por que ter medo.

As partes chatas em Marrakech são os taxistas querendo andar sem taxímetro, a insistência dos vendedores das lojas e o trânsito louco.

Para o primeiro problema, a solução é se afastar das áreas turísticas antes de pegar o táxi ou combinar um preço que você ache justo. Para o segundo problema, a solução é relaxar e repetir mil vezes que não quer comprar nada – apesar de ser difícil não querer comprar nada por lá. E para o último problema, aguente os sustos que seu taxista vai dar em você e tome cuidado ao atravessar as ruas.

Quanto tempo fiquei: Praticamente 2 dias inteiros e um fim de tarde.

Quanto tempo recomendo: Foi um tempo bom, mas dá para ficar mais um dia, numa boa. Talvez até dois.

Marrakech

Marrakech

Marrakech

Marrakech

MarrakechMarrakech

Marrakech

Marrakech

Marrakech

Marrakech

 

– Essaouira

Uma belezinha de cidade, com uma medina na beira do mar e cheia de restaurantes bonitinhos. Mas apesar de ser apaixonante, uma noite por lá é o suficiente para conhecer quase tudo. Mais do que isso, só se você estiver com vontade de descansar mesmo.

Dica: fique ligado e compre suas passagens de ida e volta com antecedência, porque a cidade é ponto turístico e a oferta de ônibus não é grande. Se bobear, você vai precisar mudar os planos.

Essaouira

 

– Ait Benhaddou

Absolutamente imperdível por dois motivos:

1) É altamente recomendável dividir a viagem de carro entre Marrakech e Merzouga em dois dias;

2) O casbá de Ait Benhaddou (uma fortaleza feita de barro, com arquitetura sensacional) é lindíssimo. Antigamente muitas famílias moravam lá, mas hoje apenas poucas continuam dentro da fortaleza, que já se tornou Patrimônio Histórico da Humanidade, da Unesco.

Quanto tempo fiquei: Uma noite. Cheguei no meio da tarde, visitei o casbá, descansei e segui viagem na manhã seguinte.

Quanto tempo recomendo: O mesmo que eu fiquei, a não ser que você queira descansar bastante.

Ait Benhaddou

Ait Benhaddou

Ait Benhaddou

Ait Benhaddou

Vista do quarto do hotel

Ait Benhaddou

 

– Merzouga

Merzouga em si não é uma atração. A cidade é um oásis de casinhas simples, sem beleza nenhuma. O que faz tanta gente ir para lá é que Merzouga fica na beira da região que tem as maiores dunas da parte marroquina do Saara, o Erg Chebbi, a 50 km da fronteira com a Argélia.

Existem vários hotéis espalhados ao longo da estrada que liga Rissani a Merzouga e todos têm várias opções de passeios pelo deserto. Minha recomendação é passar uma noite nas cabanas berbéres que alguns hotéis montam no meio das dunas. É fantástico.

Dica: tente ir para lá de avião. Leia o tópico Meu Roteiro para entender.

Quanto tempo fiquei: Por causa da logística (Merzouga é distante das grandes atrações marroquinas) fiquei duas noites. Uma no hotel, outra no acampamento no deserto.

Quanto tempo recomendo: Se você conseguir chegar de manhã cedo, a tempo de dar uma volta pela vila e dormir no deserto, uma noite é o suficiente.

A estrada já no Saara

A estrada já no Saara

Merzouga

Erg Chebbi, as maiores dunas do Marrocos

Merzouga

As montanhas ao fundo ficam na Argélia

As montanhas ao fundo ficam na Argélia

Merzouga

A tendas para a noite no deserto. Hoje, sei que já existem muitas mais

 

– Fez

Fez é interessantíssima por vários aspectos, mas principalmente pela sua medina enorme, muito maior do que a de Marrakech, e pela sua população mais ocidentalizada, que gera uma mistura ótima de Europa e África Árabe.

De lá, você pode sair para day trips por Meknes, Volubilis e Moulay Idriss, três atrações ótimas do país. Meknes, aliás, me pareceu uma cidade muito mais agradável do que Fez, então recomendo que você pesquise bem para decidir em qual delas vai ficar.

Para ir até qualquer uma delas, basta pegar um trem bem cedo até Meknes, procurar um grand taxi para ir a Volubilis (uma antiga cidade romana) e pedir para o motorista parar por uma hora em Moulay Idriss, na volta. É fácil, simples, rápido e ainda dá para babar na paisagem da região do Marrocos mediterrâneo, cheia de oliveiras e bem diferente do Marrocos saariano.

Quanto tempo fiquei: No total, incluindo a viagem para Meknes-Volubilis-Moulay Idriss, fiquei 2 dias e duas noites.

Quanto tempo recomendo: Dá para ficar mais um dia e uma noite, para curtir melhor tanto Fez quanto Meknes.

Fez

Fez

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Curtume Fez

Meknes

Meknes

Meknes

Volubilis

Volubilis

Volubilis

Volubilis

Volubilis

Moulay Idriss

Moulay Idriss

Moulay Idriss

Um minarete cilíndrico, algo raro – segundo me disseram (Moulay Idriss)

 

Blogs com informações atualizadas

Viaje na Viagem

Siamo Arrivati

– Vou Contigo Lifestyle 

– Indócil e Indizível

Mari Campos Pelo Mundo

João Leitão Viagens

(Se você tem um blog e andou pelo Marrocos recentemente, diga aí nos comentários, por favor, para que eu possa atualizar essa lista. Obrigado!)

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    7 Comentários
  1. Fui para o Marrocos em dezembro de 2013, e fui de Marakech a Merzouga e uma excursão contratada no meu albergue. Saímos cedinho de Marrakech, a viagem de ida foi parando em vários pontos pelo caminho: meia horinha em Ouazazarte, um passeio de cerca de 1h30 em Ait Benhaddou, pernoite próximo às Tandra Gorges com passeio pelas gargantas na manhã seguinte, depois uma excursãozinha pelo oásis de Toudra e só chegou a Merzouga no fim da tarde do segundo dia, mas sem ser uma viagem tão cansativa.

    Após a noite nas dunas, a volta foi em uma corrida única até Marrakech, cerca de 11 horas sacolejando na van. Valeu a pena, mas talvez Marrakech-Merzouga-Fez fosse mesmo um trajeto mais legal.

    • Excelente, Paulo! Valeu pelo relato! =)

  2. Estivemos em 2007 lá, e estou deixando os relatos (aos poucos que o trabalho está bastante puxado e tem muitos outros que gostaria de deixar) no Siamo Arrivati:
    http://siamoarrivati.wordpress.com/category/africa/marrocos/

    Nas conclusões vou escrever sobre a visita que um grande amigo fez ano passado que eu ajudei a desenhar. Basicamente ele foi para o deserto que é que fortemente me arrependo de não ter visitado, motivo para voltar 😉

  3. Eu e o meu marido acabamos de voltar de viagem. Nós passamos 11 dias no Marrocos e as tuas dicas foram muito úteis. Muito obrigada.

    Os meus passeios favoritos foram passar uma noite no deserto e caminhar em Gorges du Todgha.

    As minhas dicas são:
    – Não se empolgue comprando na primeira cidade que você chegar – eu queria levar até os azulejos do banheiro do hotel :). Tente pegar prática para negociar com pequenos itens e evolua gradualmente até chegar em itens mais caros como tapetes. Nós nos empolgamos muito na primeira cidade (Fes) e no final nós vimos que poderíamos ter pago bem menos por alguns itens, pois não tínhamos pegado “o jeito” para negociar ainda.
    – Não pergunte no Hotel onde ir comer, especialmente em “cidades grandes” como Fes e Marrakesh, isso foi ingenuo da nossa parte, pois eles com certeza vão te levar para restaurantes cheio de turistas e você vai acabar deixando o seu rim lá. Na primeira noite em Fes, nós pagamos 200 Dirham por um menu (1 pessoa) e no último dia comemos muito bem por 50 Dirham.
    – Não precisa ter medo. O meu instinto brasileiro de quem já foi assaltada ficou bem aflorado nos primeiros dias mas depois a tensão passou. Você vê mulheres e crianças andando sozinhas a noite. Na nossa viagem encontramos mulheres viajando sozinhas e elas relataram que estava sendo tranquilo viajar assim.
    – Nós alugamos um carro para viajar e eu super mega recomendo isso. As paisagens são lindas e assim você pode parar para tirar fotos. As estradas são boas o suficiente para fazer uma viagem tranquila.
    – Eu não recomendo passar a noite no deserto no inverno. Nós dormimos no deserto do dia 31 de dezembro para o dia primeiro de janeiro. Foi ótimo mas quase congelamos. Não subestime o inverno no Marrocos.
    – Nós tivemos apenas um dia para andar por Gorges du Todgha. Eu recomendaria pelo menos 2 dias lá – especialmente se você é louco por montanhas como eu 🙂
    – Nós não tivemos nenhuma experiência ruim ao fazer compras. De fato, eles tentam vender o tempo todo e insistem bastante, mas se você for firme e disser não eles levam numa boa mesmod epois de ter perguntado o preço. Essa foi a nossa experiência ou quem sabe sorte (considerando o que eu li por aí).

    O nosso roteiro foi:
    Fes – Rissani – Merzouga – Todra – Ait Benhadou – Marrakech

    Serviços/hotéis/restaurantes que eu recomendo:

    http://www.moroccoculturetravel.com/ (guia super simpático – Abdul, te ajuda a negociar preços sem fazer você se sentir “explorado”. Em Rissani eu tive a impressão de estar no mesmo lugar em que os locais fazem compras)
    http://www.riadsoumia.com/ (extremamente simpáticos)
    http://www.kasbahellouze.com/ (tem uma vista linda e os donos são super hospitaleiros)
    http://www.hotelmohayut.com/ (tem passeios de camelo pelo deserto)
    http://www.nasserpalace.com/ (tem uma vista incrível para o deserto)
    http://www.tripadvisor.com/Restaurant_Review-g293733-d1229963-Reviews-Le_Kasbah_Restaurant-Fes_Fes_Boulemane_Region.html (excelente comida por pouco – 50 Dirham)
    http://www.aubergelefestival-todragorge.com/ (você vai se sentir o Indiana Jones nesse lugar)
    http://www.darmimoun.com/ (restaurante lindo – era um palácio – com preço amigável e comida boa)
    http://www.hammamziani.ma/ (para fazer Hammam, barato e bom)

    Em resumo: paisagens de tirar o folego, pessoas super simpáticas e queridas, comida excelente e tudo que eles criam é muito colorido e lindo. E não esqueça de beber bastante chá!

    • Caramba, Camila! Que maravilha essas dicas! Muitíssimo obrigado! =)

  4. Oi Gabriel.

    Vim pro Marrocos em 2013 e estou morando temporariamente por aqui agora.
    Preciso escrever novos textos, mas dá pra aproveitar algumas das dicas de 2013 já.
    http://natalienaestrada.blogspot.de/p/ambiente.html
    Acho que suas dicas continuam válidas, uma pena que você perdeu a visita em várias cidades legais!
    😉

    • Natalie, não dá para visitar tudo numa única viagem de férias. 😉

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