Existem incontáveis maneiras de montar um roteiro entre os lagos chilenos e a patagônia argentina, seja começando pelo lado do Chile ou da Argentina. Dificilmente esgotaremos essa região em uma única viagem e talvez esse seja um dos grandes segredos da fronteira entre nossos dois vizinhos: as boas surpresas que nos aguardam pelo caminho. E o Cruce Andino é uma delas 🙂

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O Cruce Andino

A primeira vez que ouvi falar sobre o Cruce Andino foi em um relato publicado pelo Ricardo Freire em 2010. A viagem me pareceu indicada para quem gosta de contemplar a paisagem, apreciar o caminho e para quem viaja sem pressa.

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Este ano consegui conferir ao vivo e a cores (bota cores nisso!) esse roteiro diferente que liga Puerto Varas, no Chile, a Bariloche, na Argentina.

Roteiro do Cruce Andino ou Cruce de Lagos

O Cruce Andino não é a opção mais barata e nem a mais rápida de viajar entre o Chile e a Argentina ou vice versa, mas é uma alternativa bem interessante para quem quer cruzar os dois países e atravessar montanhas, lagos, cachoeiras e cenários incríveis de natureza praticamente intocada.

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O melhor sentido dessa viagem é sair de Puerto Varas e chegar em Bariloche, assim você consegue ver os saltos de Petrohué e os vulcões com a luz do dia mais bonita. Partindo da Argentina, o roteiro apenas se inverte com algumas pequenas diferenças 😉

Como é o Cruce Andino - Saltos de Petrohué

Como é o Cruce Andino - Saltos de Petrohué 2

Bem cedinho, o ônibus busca os passageiros em seus hoteis em Puerto Varas e de lá segue por quase duas horas margeando o Lago Llanquihue até chegar na primeira parada do dia: os saltos de Petrohué que são, sem dúvida, um dos grandes cartões postais da região.

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Uma breve caminhada pela passarela de observação te deixa bem próximo das quedas d’águas num tom de verde impressionantes. (É preciso pagar uma taxa extra de 1.500 pesos para entrar no parque.)

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Depois de dizer tchau para Petrohué, é hora de seguir para a primeira embarcação do dia: o barco até Peulla. A navegação leva cerca de 1h40, quem quiser, anda é possível dormir uma noite no Hotel Natura, almoçar em seu restaurante ou fazer atividades extras como passeio 4×4 e cavalgadas.

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23Muitos preferem dividir o cruce incluindo uma noite em Peulla para o passeio não ficar muito cansativo, outros já optam por passar o dia aqui fazendo passeios diferentes e retornam no final do dia para Puerto Varas na embarcação de quem está vindo da Argentina.

Atenção: Se quiser fazer um pernoite no meio do Cruce Andino, é preciso confirmar a disponibilidade no ato da reserva.

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Seguindo o caminho, agora são mais duas horas de ônibus entre Peulla até Puerto Frías, já na divisa entre Chile e Argentina. É aqui que devem ser feitos os procedimentos de imigração.

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De Puerto Frías até Puerto Alegre são mais 20 minutinhos de barco, seguidos por mais 10 minutos de ônibus até Puerto Blest, de onde parte o último trecho navegável do Cruce. Nesse pedaço, gasta-se praticamente uma hora de barco até Puerto Pañuelo, o píer em Bariloche perto do Hotel Llao Llao. Mais uma hora de ônibus até o centro da cidade e logo logo você chegará ao seu hotel 🙂

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A empresa que organiza esse passeio fica responsável por transportar suas malas desde seu hotel em Puerto Varas até sua acomodação em Bariloche e vice-versa.

Se você não quiser seguir o caminho todo, ainda é possível fazer o trecho saindo de Purto Varas somente até Peulla ou de Bariloche até Puerto Alegre.

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Como reservar o Cruce Andino e quanto custa o passeio completo?

O processo de compra do Cruce Andino é muito simples, basta acessar o site da empresa e fazer a reserva diretamente pelo seu motor de busca. Ele é bem intuitivo e informativo.

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O valor da travessia ida e volta, independentemente se a saída for por Bariloche ou Puerto Varas, é de 420 dólares (algo como 1.680 reais nos dias de hoje). Para curtir o passeio em apenas um sentido, a tarifa é de 280 dólares (ou 1120 reais) e não estão inclusos os gastos com refeições, hospedagens ou atividades extras.

Nota: Os preços acima refletem uma pesquisa feita para dezembro/2015 e podem variar de acordo com o período do ano.

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Qual é a melhor época para fazer o Cruce Andino?

A travessia pode ser feita durante todo o ano, entretanto, em meados do outono e durante o inverno, as condições do clima podem ficar mais instáveis e oscilar entre dias cinzas, chuvosos e bem frios, o que pode prejudicar um pouco a visibilidade dos vulcões da região como o Osorno que pode ser visto no final do vídeo acima.

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O Sundaycooks viajou a convite do Cruce Andino.

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