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"Réveillon" em Luang Prabang

Se você estiver pensando em ir para Luang Prabang, no Laos, considere fortemente fazer isso na primeira metade de abril. […]

por Gabe Britto outros artigos do autor
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Se você estiver pensando em ir para Luang Prabang, no Laos, considere fortemente fazer isso na primeira metade de abril.

Sim, o Laos é quente como o 5º subsolo do inferno nessa época. Mas é justamente por causa do calor que você vai experimentar um momento muito divertido no país e, principalmente, na cidade: as comemorações do Bun Pu Mai Lao – o ano-novo laosiano.

A festa, comemorada em muitos lugares do Sudeste Asiático e conhecida como Songkan (“passagem” ou algo assim), é baseada em um monte de significados astrológicos, meteorológicos, religiosos e et cétera e tal. Em todos os países onde acontece, ela dura apenas 3 dias, mais ou menos entre 13 e 15 de abril, mas em Luang Prabang a coisa se estende por bem mais tempo.

Oficialmente, são 7 dias de celebrações na cidade. Extraoficialmente, são mais de duas semanas (mais ou menos como os baianos fazem com o Carnaval), com a farra começando no início de abril.

Os dias de celebração oficial são marcados por paradas religiosas na avenida principal da cidade, limpeza de casas e de imagens de Buda, além de oferendas e decoração de lugares. Já os dias extraoficiais são pura zorra mesmo.

E como eles comemoram?

Com a temporada de calor atingindo o seu ponto mais alto, não poderia ser de outra forma: com muita água jogada em qualquer desavisado que passar pela rua. E não importa se o desavisado é um morador ou um turista.

Gabriel Prehn Britto (CC BY-NC-SA 3.0)

Meus dias em Luang Prabang foram poucos e bem no início da festa, em 2008. Peguei praticamente nada da temporada, mas foi o suficiente para me divertir horrores.

As ruas viraram lugares “perigosos”, com adultos e crianças literalmente escondidos atrás de muros, árvores ou qualquer coisa, esperando pessoas em bicicletas, motos, tuk-tuks e carros passarem para esvaziar baldes e baldes sobre elas.

A cada balde jogado, risadas de todos os lados e ninguém reclamando do banho, mesmo quem estava todo arrumadinho. Todos simplesmente sorriam e seguiam adiante, afinal o calor era bem pior.

Gabriel Prehn Britto (CC BY-NC-SA 3.0)

A alegria da população era tão grande e tão contagiante que pensei seriamente em mudar a minha passagem para Bangcoc, ficar mais um dia na cidade, comprar uma pistola de água e entrar na festa. Mas acabei me rendendo ao roteiro (me arrependo até hoje) e fui embora para a capital tailandesa.

Não sem antes levar um último banho, dado por um grupo de crianças, a caminho do hotel, antes de ir para o aeroporto.

• Leia também: Meu guia para Camboja, Vietnã e Laos, com informações práticas para você ir para lá.

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