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Belém-Manaus de barco regional – 3º dia

ADEUS 11 de outubro de 2013 Certa vez escrevi sobre como pode ser difícil se despedir dos guias turísticos que […]

por Gabe Britto outros artigos do autor
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ADEUS

11 de outubro de 2013

Certa vez escrevi sobre como pode ser difícil se despedir dos guias turísticos que passam por nossas vidas. Dependendo da situação, depois de um, dois ou até mais dias de convívio, é normal nascer uma amizade entre o viajante e seu anfitrião. Mas a distância entre ambos é inevitável e as despedidas no fim da jornada são muitas vezes definitivas.

Foto: Gabriel Prehn Britto

Hoje, depois de pouco mais de 50 horas no barco entre Belém e Manaus, vejo que as despedidas dos guias são até fáceis perto das que acontecem entre as pessoas que fazem essa viagem e que, inevitavelmente, se tornam amigas durante ela.

Por mais que o convívio com o guia também dure um dia inteiro, a rotina dentro de um barco regional na Amazônia é muito mais intensa. Não há aquele tchauzinho na hora de dormir, quando você vai para o seu quarto no hotel e o guia vai para a casa dele, por exemplo.

Para as pessoas que dormem na área das redes, são 6 dias de relação praticamente ininterrupta, 24 horas, inclusive em momentos de intimidade: você vê a pessoa indo para o banho e saindo com a toalha pendurada no ombro ou enrolada na cabeça; você conversa horas a fio e acaba entrando em assuntos extremamente pessoais; você dorme ao lado de outra pessoa e muitas vezes encostado nela.

Impossível não ficar íntimo
Impossível não ficar íntimo

Até mesmo para quem viaja nas suítes (meu caso), a relação é muito intensa. Cada mísera volta pelo convés é cheia de interações. E se elas não são exatamente como as que acontecem na área das redes, são ao menos parecidas, já que muitas atividades do barco exigem que você passe por ela e também veja as pessoas acordando com cara amassada e bafo, por exemplo.

Para piorar, a internet raramente é uma opção para manter contato depois da viagem. Apesar de alguns moleques terem Facebook (e-mail é coisa de velhotes como eu), os adultos praticamente não sabem o que são essas coisas. Assim, cada tchau é realmente definitivo.

Tive que dar adeus para muitos novos amigos, hoje. Monte Alegre, onde chegamos no início da noite, é um dos destinos mais populares entre os viajantes e muita gente desceu lá. Consegui dar um abraço em alguns, mas perdi outros no meio da bagunça típica de cada parada.

Pensando bem, talvez tenha sido melhor assim. Ao contrário do que acontece nas relações com os guias, eu certamente não vou encontrar meus amigos de novo, mesmo que eu repita essa viagem um dia.

Foto: Gabriel Prehn Britto
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A arquitetura eclética de Prainha – PA

Foto: Gabriel Prehn Britto

Foto: Gabriel Prehn Britto
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Foto: Gabriel Prehn Britto
Encomenda para você, Genival!

Disclaimer

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