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Por Que Pra Lá? – Etiópia

Minha tara pela Etiópia começou em 7 de novembro de 2008. Naquele dia, recebi um e-mail de um amigo que […]

por Gabe Britto outros artigos do autor
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Minha tara pela Etiópia começou em 7 de novembro de 2008. Naquele dia, recebi um e-mail de um amigo que estava lá, contando um pouco das aventuras naquele lugar.

Desde então, o país africano já foi citado em alguns posts desta coluna, mas, vergonhosamente, nunca foi o tema de um Por Que Pra Lá?.

Bom, chegou a hora de corrigir esta falha.

Etiópia – Por que para lá?

Quem passou consciente pelos anos 80 tem uma imagem bem forte e nada boa da Etiópia. A fome na região foi tão marcante que virou o principal ícone da miséria no mundo na época.

Revista Time – 21 de dezembro de 1987

Hoje o país continua muito pobre (é o 174º em IDH), mas aquela imagem já não é mais a mesma e dizem que o desenvolvimento vai chegando pelas beiradas, enquanto o turismo cresce e as atrações etíopes começam a aparecer para o mundo.

Geograficamente falando, a Etiópia (cujo nome significa “Terra dos homens enegrecidos pelo sol”) é mais um dos países do Chifre da África. Ela faz fronteira com o Sudão do Sul, o Quênia, o Sudão, a Somália, a Eritreia e o Djibuti.

Mas vamos ao que interessa: por que diabos fazer turismo na Etiópia?

1 – Para ver Lalibela e seus prédios religiosos de pedra maciça, esculpidos em buracos no chão e venerados no país.

Eles são mais de uma dezena (entre igrejas, tumbas e capelas), foram cavados entre os séculos 12 e 14 e funcionam até hoje. Muitos são interligados por túneis e todos são considerados Patrimônio Cultural da Humanidade, pela Unesco.

Veja hotéis do Booking em Lalibela

2 – Porque a Etiópia tem 9 lugares considerados Patrimônios da Humanidade, pela Unesco.

3 – Para conhecer o lugar onde todos nós nascemos, já que os fósseis mais antigos de Homo sapiens foram descobertos lá, além do fóssil de hominídeo mais antigo do planeta (Lucy, a moça abaixo).

Aliás, dá para ver a Lucy ao vivo em Adis Abeba, a capital etíope.

4 – Para conhecer Axum, a cidade que foi a capital do Império de Axum, um dos mais importantes da humanidade, dividindo as honras da época com ninguém menos que persas, romanos e chineses.

Foto: Jialiang Gao (CC BY-SA 2.5)

Axum ainda mantém relíquias dos seus bons tempos (a cidade foi fundada por volta do ano 100 d.C.) e é outro Patrimônio da Humanidade no país.

5 – Para ver a Igreja da Santa Maria do Sião (em Axum), onde a Igreja Ortodoxa Etíope jura que está guardada nada menos que a Arca da Aliança.

Foto: Fell (CC BY-SA 3.0)

O que é a Arca da Aliança?

É a universalmente famosa “arca perdida”. Aquela que o Indiana Jones e um batalhão de nazistas procuravam no primeiro filme do nosso herói e onde estariam as tábuas dos dez mandamentos cristãos, entre outros objetos valiosíssimos para algumas religiões.

Não é pouca coisa, não.

6 – Para conhecer o Nilo Azul, o rio que se junta ao Nilo Branco, no Sudão, e forma o maravilhoso e mítico rio Nilo.

7 – Para conhecer os mosteiros que ficam próximos ao lago Tana, construídos entre os séculos 14 e 16, que guardam pinturas e relíquias religiosas locais e também são Patrimônios da Humanidade.

Foto: Evgeni Zotov (CC BY-NC-ND 2.0)

8 – Para visitar o Parque Nacional Bale Mountains, com seus bichos estranhos, e o platô Sanetti (aqui embaixo).

Foto: Rod Waddington (CC BY-SA 2.0)

9 – Para conhecer a floresta Harenna, também no Parque Nacional Bale Mountains.

Foto: Sabine’s Sunbird (CC BY-SA 4.0)

10 – Para visitar o leste do país, definido pelo Lonely Planet como uma região que “agrada o coração, confunde a mente e desafia a alma – não menos do que isso”.

11 – Para colocar os pés em Harar, a 4ª cidade sagrada do islamismo, que fica justamente no leste da Etiópia. Segundo o mesmo Lonely Planet a arquitetura, os habitantes e as ruas de Harar fazem você se sentir “como se estivesse flutuando em outro tempo e espaço”.

Foto: Rod Waddington (CC BY-SA 2.0)

12 – Para ver homens (e turistas) alimentando hienas todas as noites em Harar – e isso não é apenas showzinho para gringos, é tradição local mesmo.

Foto: msafari2425 (CC BY 2.0)

13 – Para beber o café que é considerado o melhor do mundo.

14 – Para conhecer o deserto Danakil, um lugar que alcança 100 metros abaixo do nível do mar, tem vulcões e temperatura média anual que varia de 25ºC a 48ºC. Não é por nada que a National Geographic chama o Danakil de “o lugar mais cruel da Terra”.

Foto: Ian Swithinbank (CC BY-ND 2.0)

15 – Para ver de perto a região da fenda de Afar, onde cientistas dizem que, um dia, vai nascer um novo mar, maior do que o Mar Vermelho.

16 – Para avistar (de longe) o Erta Ale, um vulcão porreta.

Foto: filippo_jean (CC BY-SA 2.0)

17 – Para tentar imaginar como é que o povo afar consegue viver há séculos na região que inclui as 3 atrações acima.

Foto: Andrea Moroni (CC BY-NC-ND 2.0)

18 – Para fazer um trekking delícia pelo Parque Nacional das Montanhas Simien, a paisagem feia das fotos abaixo.

Martino’s doodles (CC BY-NC-SA 2.0)
Martino’s doodles (CC BY-NC-SA 2.0)
Martino’s doodles (CC BY-NC-SA 2.0)
10b travelling (CC BY-NC-ND 2.0)
Moi of Ra (CC BY-NC-SA 2.0)

19 – Para fazer um tour pelo rio Omo, um dos mais importantes da África, conhecendo os povos diferentes que vivem por lá, cada um com suas tradições diferentes.

Marc Veraart (CC BY-ND 2.0)

20 – Para tentar encontrar estes caras incríveis aqui embaixo, fotografados por Hans Silvester há muito tempo e colocados num livro maravilhoso.

© Hans Silvester
© Hans Silvester
© Hans Silvester

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