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Por Que Pra Lá? Islândia

O Por Que Pra Lá? já passou por duas das ilhas mais estranhas e incríveis do mundo (as Faroe e […]

por Gabe Britto outros artigos do autor
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O Por Que Pra Lá? já passou por duas das ilhas mais estranhas e incríveis do mundo (as Faroe e a Groenlândia). Mas, sabe-se lá por que, acabou ignorando a ilha que fica bem no meio dessas duas e que não deve nadinha para nenhuma delas: a björkíssima Islândia.

Sverrir Thorolfsson (CC BY-NC-ND 2.0)

Para corrigir essa falha gigantesca, preparei um post completão. E olha que “completão”, em se tratando de Islândia, é um post extremamente grande.

Mas vamos lá.

Para o planeta, a Islândia existe desde uns 20 milhões de anos atrás, quando as primeiras rochas vulcânicas brotaram na superfície da água, bem na divisa entre o Atlântico Norte e o Oceano Ártico.

Max Naylor – Domínio público

Para nós, humanos, ela existe oficialmente desde 874, quando começou o que é chamado de “anos do povoamento”, ou quando um norueguês de nome impronunciável (esse da pintura abaixo) foi até ela levando a família, com a maior intenção de ficar.

Johan Peter Raadsig (1806 – 1882) – Domínio público

Antes dele, outros noruegueses de nomes igualmente impronunciáveis (e alguns irlandeses também) estiveram na área, mas só de passagem ou por pouco tempo. Em cada visita, a ilha ganhava um nome diferente, até que um viking chegou lá, enxergou um fiorde e fez o batizado definitivo, juntando as palavras do nórdico antigo “Is” (gelo) e “land” (terra): Ísland, “Terra de Gelo”.

O nome é bonito e impactante, mas é uma grande injustiça, porque a Islândia tem apenas 11% do território feito de glaciares. A Groenlândia, por exemplo, tem 80% da área coberta por gelo. E é o seu nome que significa “Terra Verde”.

(Curiosidade: segundo o livro A Origem dos Nomes dos Países, uma tradução tosca de “Ísland” criou um nome errado para uma parte do mundo, principalmente para os falantes de espanhol. Nas cartas náuticas antigas, ele foi confundido com a palavra “isla”, do castelhano “ilha”, e acabou virando Islandia, que significaria algo como “Terra da Ilha”.)

Olaus Magnus – Domínio público

Distante e isolada o bastante para até mesmo desenvolver uma língua própria, a Islândia foi uma nação independente nos seus 3 primeiros séculos de vida, quando era conhecida como o Estado Livre Islandês. Depois, a coisa começou a degringolar e a ilha passou a prestar contas para noruegueses e, mais tarde, para dinamarqueses. A libertação que dura até hoje só foi conseguida durante a Segunda Guerra Mundial, quando um grupo separatista aproveitou a zorra planetária para proclamar a independência do país.

A bandeira daquela época, desenhada quando a ilha ainda estava sob domínio dinamarquês, permaneceu como a oficial, após a independência. Ela tem a cruz escandinava (símbolo do cristianismo da época) e as cores azul, branco e vermelho, que representam, respectivamente, as montanhas, o gelo e a lava dos vulcões.

Sinceramente? Com tudo isso aí em cima e mais o que aparece na imprensa e na internet, eu já tenho motivos para passar uma vida entre os islandeses. Mesmo assim, vamos a pergunta básica: por que passar férias na Islândia?

1) Simplesmente pelas fotos que ilustram este post.

2) Para ver que o país não é feito de gelo.

Zanthia (CC BY-NC-SA 2.0)

 

3) Para conhecer a capital mais ao norte do mundo, Reykjavík.

Bjørn Giesenbauer (CC BY-SA 2.0)
Stuck in Customs (CC BY-NC-SA 2.0)

 

4) Para conhecer a noite de Reykjavík, que dizem ser bem forte (e, se bobear, tem Aurora Boreal).

Magnús Elvar Jónsson (CC BY-NC-SA 3.0)
Gunnlaugur Þ. Briem (CC BY-NC-SA 2.0)

 

5) Para sair na noite de Reykjavík sem se preocupar com absolutamente nada, já que a Islândia está entre os países mais seguros do mundo.

6) Para conhecer um dos países com os maiores Índices de Desenvolvimento Humano do mundo (coisa trivial lá pelos lados nórdicos).

7) Para comer o cachorro-quente que já foi considerado o melhor da Europa e que é um clássico local, provado até por Bill Clinton: o Bæjarins Beztu Pylsur, em Reykjavík, nome que significa “Melhor Cachorro-Quente da Cidade”.

jayneandd (CC BY 2.0)

 

8) Para conhecer o parlamento mais antigo do mundo, o Alþingi (Althing), fundado em 930, quando terminaram oficialmente os “anos do povoamento”.

 

9) Para ver se é verdade a lenda que diz que o Alþingi não tem guardas na porta.

10) Para ver a Hallgrímskirkja, essa igreja aqui embaixo, cuja aparência foi inspirada nas lindas formações de basalto da ilha.

Stuck in Customs (CC BY-NC-SA 2.0)
-stefano- (CC BY-NC-SA 2.0)

 

11) Para tentar aprender a pronunciar o nome da igreja acima e todos os outros nomes dificílimos que estão espalhados nesse Por Que Pra Lá?.

Radar Communication (CC BY 2.0)

 

12) Para beber uma das águas mais puras do mundo, que vem do solo e nem precisa ser tratada antes de ir para as casas dos islandeses.

13) Para provar a bizarra culinária islandesa, com suas “delícias” como tubarão apodrecido, cabeça de ovelha inteira (incluindo o olho do bicho), cavalo, baleia, golfinho, embutidos feitos com testículos de cordeiro e até o papagaio do mar, esse objeto voador bonitinho logo ali embaixo.

HeatherMG (CC BY-NC-ND 2.0)
Zanthia (CC BY-NC-SA 2.0)

(Por favor, não mate o mensageiro: eu estou apenas relatando que os islandeses comem essas coisas, ok? Eu não como e não sei se comeria – apesar de ter degustado um suposto cachorrinho na Coreia do Norte, sem o menor remorso.)

 

14) Por um dos motivos que mais me atraem: conhecer a “entrada para o centro da Terra”, no vulcão/geleria Snæfellsjökull, do livro “Viagem ao Centro da Terra”, de Júlio Verne. Se você não leu, leia antes de ir.

Atli Harðarson (CC BY-ND 2.0)

 

15) Para conhecer o famigerado Eyjafjallajökull, o vulcão que tocou o horror nos aeroportos da Europa em 2010.

Gunnlaugur Þ. Briem (CC BY-NC-SA 2.0)

 

16) Para ver a aurora boreal sem necessariamente morrer de frio, já que a Islândia tem a temperatura média mais alta entre os países nórdicos no inverno (entre -5°C e 5°C, em Reykjavík).

Álfheiður Magnúsdóttir (CC BY-NC-SA 2.0)
[email protected] (CC BY-NC-ND 2.0)

 

17) Para ver a Aurora Boreal mesmo que o tempo não ajude. Quer dizer: pelo menos uma recriação da Aurora Boreal, feita num centro de ensino sobre o fenômeno. Melhor que nada, né?

18) Para fazer uma foto acima do Círculo Polar Ártico sem precisar passar muito perrengue, nem frio. A ilha de Grímsey, onde o Círculo passa sobre a Islândia, é linda, tem penhascos, um monte de papagaios do mar e é acessível, com temperaturas boas (levando em consideração o contexto).

brian.gratwicke (CC BY-NC 2.0)
andres.thor (CC BY-NC-SA 2.0)
Mouser NerdBot (CC BY-NC-ND 2.0)

 

19) Para ver o sol não se pôr no verão.

http://elovazquez.com (CC BY-NC-ND 2.0)

 

20) Para tentar participar de algum ritual da Ásatrú, uma religião que se inspira nas crenças vikings antigas e cultua deuses mitológicos como Odin e Thor.

 

21) Para tentar encontrar um elfo e aprender mais sobre essas criaturas (e outras do folclore islandês) em um país onde muita gente acredita na existência delas.

Stuck in Customs (CC BY-NC-SA 2.0)

 

22) Para conhecer a 18ª maior ilha do mundo.

23) Para conhecer um lugar onde a maioria das pessoas não têm sobrenome: de forma geral, homens levam o nome do pai, acrescido de “sson”, e mulheres levam o nome do pai, acrescido de “dóttir”. Até existem sobrenomes, mas só de descendentes de estrangeiros ou de famílias que adotaram algum nome em comum antes de 1925, quando uma lei passou a proibir o ato.

 

24) Para, talvez, aprender a falar Björk da maneira correta (ela diz que o nome rima com “jerk”).

Stig Nygaard (CC BY 2.0)

 

25) Para conhecer o local onde aconteceu a Cúpula de Reykjavík, que deu início ao fim da Guerra Fria: a casa Höfði, onde Ronald Reagan e Mikhail Gorbachev se encontraram em 1986.

Li’l Wolf (CC BY-NC-SA 2.0)

 

26) Para conhecer a Lagoa Azul, provavelmente a atração mais famosa e visitada da Islândia. Ela é um lago artificial, criado em 1976, com água despejada por uma usina térmica próxima, na cidade de Grindavík. A água fica sempre entre 37 e 39ºC e, dizem, é cheia de nutrientes que fazem bem para a pele e coisa e tal. Dá para se hospedar em um spa na área da Lagoa, o que significa que dá para ver a Aurora Boreal de dentro da piscina quentinha – se você tiver muita, muita, muita, muita, muita, muita sorte, é claro.

loranger (CC BY 2.0)
.Ruby Tuesday. (CC BY-NC 2.0)

 

27) Se você não for claustrofóbico até os intestinos (como o autor deste blog), para fazer passeios por muitas cavernas, algumas incrivelmente lindas.

Johnny Peacock (CC BY-NC-ND 2.0)
stephen.boak (CC BY-NC-SA 2.0)
Jesusisland (CC BY-NC-ND 2.0)

 

28) Se você mergulha, para ver a Dorsal Mesatlântica debaixo d’água (e se não mergulha também, porque dá para ficar só no snorkel). A Dorsal Mesoatlântica marca a separação entre as placas tectônicas da Eurásia e da América do Norte e corta a Islândia ao meio.

Thomei08 – Domínio público
ronaldhole (CC BY 2.0)

 

29) Para conhecer o Parque Nacional Þingvellir (Thingvellir) onde dá para fazer o mergulho acima e muitas coisas mais. O Þingvellir é Patrimônio da Unesco por sua importância histórica (era lá que funcionava o Alþingi, o parlamento islandês), cultural e natural.

IceNineJon (CC BY-NC-ND 2.0)
Eugene Phoen (CC BY-NC-ND 2.0)
Gunnlaugur Þ. Briem (CC BY-NC-SA 2.0)
Ulf Bodin (CC BY-NC-SA 2.0)

 

30) Para passar pela ponte que liga essas duas placas (e, consequentemente, os dois continentes) na península Reykjanes. Na foto abaixo, a visão de cima da ponte.

Zanthia (CC BY-NC-SA 2.0)

 

31) Para conhecer uma ilha que fica em dois continentes ao mesmo tempo (geologicamente falando).

32) Para passear dentro do único vulcão do mundo onde a câmara magmática é acessível de forma segura: o Þríhnúkagígur, adormecido por 4 mil anos. Em 2012, ele apareceu em uma lista de 27 atrações obrigatórias e incríveis do mundo, feita pela CNN.

Dave Marcus (CC BY-NC-SA 2.0)
Dave Marcus (CC BY-NC-SA 2.0)
robnunn (CC BY-NC 2.0)

 

33) Para observar baleias.

Arjen Toet (CC BY-NC 2.0)

 

34) Para tentar ver uma raposa do ártico.

Rama (CC BY-SA 2.0 FR)

 

35) Se você curte trekking, para fazer alguns dos mais incríveis do mundo. Falando nisso, uma região de trekkings de lá acaba de ser classificada entre as 20 melhores do mundo, de acordo com a National Geographic.

Kröyer (CC BY-NC-SA 2.0)
Kröyer (CC BY-NC-SA 2.0)
cavallotkd (CC BY-NC 2.0)
m’sieur rico (CC BY-NC-ND 2.0)
Jesusisland (CC BY-NC-ND 2.0)

 

36) Para conhecer Geysir, o lugar que deu nome a todos os gêiseres do mundo. Em islandês, a palavra “geysa” significa “jorrar”.

Papa November (CC BY-SA 3.0)

 

37) Para conhecer o Strokkur, outro gêiser de lá. Não sei se ele tem algo de especial (li que é o segundo maior do mundo e também li que é menor do que o Geysir, mas não consegui confirmar nada), só sei que ele apareceu nas fotos mais lindas da pesquisa para esse assunto, então merece estar aqui.

Stuck in Customs (CC BY-NC-SA 2.0)
Ben124. (CC BY 2.0)

 

38) Para conhecer a lagoa glacial Jökulsárlón e navegar por entre os icebergs dela. O Jökulsárlón nasceu do derretimento de geleiras e foi crescendo até alcançar o mar.

@AdeRussell (CC BY-NC-ND 2.0)
Worlds In Focus (CC BY-NC 2.0)

 

39) Para ver poças de lama fervendo no chão.

Zanthia (CC BY-NC-SA 2.0)

 

40) Para visitar a terra do verdadeiro descobridor da América, Leifur Eiríksson, que pisou no lado de cá do Atlântico 500 anos antes de Cristóvão Colombo. (Sim, isso é fato comprovado.)

ccho (CC BY-NC-ND 2.0)
Leiv Eiriksson discovers North America – Christian Krohg (Domínio público)

 

41) Para conhecer a maior geleira da Europa (em volume), a Vatnajökull, que cobre 8% da Islândia. Ela é aquela maior mancha branca na foto de satélite publicada ali em cima.

IceNineJon (CC BY-NC-ND 2.0)
batintherain (CC BY-SA 2.0)

 

42) Para perder o fôlego na cachoeira Gullfoss.

Zanthia (CC BY-NC-SA 2.0)
Stuck in Customs (CC BY-NC-SA 2.0)
Helmut Henry Hans (CC BY-NC-ND 2.0)

 

43) Para continuar sem fôlego na cachoeira Seljalandsfoss.

howardignatius (CC BY-NC 2.0)
Arnar Valdimarsson (CC BY-NC-ND 2.0)
Wolf-Ulf Wulfrolf (CC BY-NC-SA 2.0)

 

44) Para seguir sem respirar na cachoeira Skógafoss.

Zanthia (CC BY-NC-SA 2.0)
Wolf-Ulf Wulfrolf (CC BY-NC-SA 2.0)

 

45) Para desmaiar sem ar na cachoeira Dettifoss, a queda d’água com o maior volume da Europa. Você viu o filme Prometeus? Lembra daquela cachoeira lindona do início? Pois é esta.

Zanthia (CC BY-NC-SA 2.0)
MindsEye_PJ (CC BY 2.0)
rwhgould (CC BY-NC-SA 2.0)

 

46) Para dar o seu penúltimo suspiro na cachoeira Goðafoss

Marco Bellucci (CC BY 2.0)

…e, se chegar lá no inverno, ver tudo aquilo congelado.

Trodel (CC BY-SA 2.0)

 

47) Para dar seu último suspiro na cachoeira Hengifoss. (Não, os veios vermelhos não são manipulação.)

Zanthia (CC BY-NC-SA 2.0)

 

48) Para morrer sufocado de vez na a cachoeira Dynjandi.

JimLeach89 (CC BY 2.0)
natacortes (CC BY-NC-ND 2.0)

 

49) Enfim, para ver uma cacetada de cachoeiras lindas.

50) Para ver um número absurdo de vulcões, tantos que nem vou tentar citar todos aqui.

51) Falando em vulcões: para conhecer o país que produziu 1/3 de toda a lava mundial nos últimos 500 anos.

michi_s (CC BY-NC-ND 2.0)

 

52) Para tentar ver um vulcão com a Aurora Boreal, como fez o fotógrafo James Appleton.

All rights reserved by James Appleton
All rights reserved by James Appleton

 

53) Para conhecer a Imagine Peace Tower, criada por Yoko Ono, em homenagem a John Lennon, na ilha de Viðey.

alf07 °,° (CC BY-NC-SA 2.0)

 

54) Para tentar fotografar um cavalo branco, de crinas longas e esvoaçantes, passeando entre tremoços roxos em uma montanha. (Desculpe, não resisti. Não imagino cena mais clichê-poética do que essa. Não acreditei que ela realmente aconteceu um dia – e foi registrada.)

Mel Toledo (CC BY-NC-SA 2.0)

 

55) Para conhecer a região geotermal de Krýsuvík.

thisisbossi (CC BY-NC-SA 2.0)
thisisbossi (CC BY-NC-SA 2.0)
Mouser NerdBot (CC BY-NC-ND 2.0)

 

56) Para caminhar até morrer pela absurdamente linda região de Landmannalaugar.

Michel@ (CC BY-NC-ND 2.0)
[email protected] (CC BY-NC-ND 2.0)
pieter.morlion (CC BY-NC-ND 2.0)
loic80l (CC BY-NC-ND 2.0)

 

57) Para empilhar o seu montinho de pedras em Laufskálavarða, algo que (segundo a lenda) faz com que a sua viagem seja segura.

IceNineJon (CC BY-NC-ND 2.0)

 

58) Para ver o lago Mývatn.

Zanthia (CC BY-NC-SA 2.0)

 

59) Para fazer um sobrevoo por toda a região do do lago Mývatn, para ver formações como essa coisa inexplicavelmente linda aqui embaixo.

Zanthia (CC BY-NC-SA 2.0)

 

60) Para aproveitar um dos lugares com menos densidade populacional do mundo: apenas 3 pessoas por km2. (Para comparação, o Brasil tem 23 e o Japão, famoso por seu aperto, tem 337.)

m’sieur rico (CC BY-NC-ND 2.0)
Stuck in Customs (CC BY-NC-SA 2.0)

 

61) Para fazer sei lá o que no Museu Falológico, em Reykjavík. (Segundo o autor da foto, esse baseadão aí embaixo é um pênis de baleia.)

JasonParis (CC BY 2.0)

 

62) Para conhecer um país onde dizem que o clima muda a cada 10 minutos.

63) Para conhecer o país que teve o primeiro chefe de governo assumidamente homossexual do mundo. Ou, no caso, a primeira chefe de governo, Jóhanna Sigurðardóttir, ex-primeira-ministra da Islândia.

Magnus Fröderberg (CC BY 2.5 DK)

 

64) Já que falamos de política, para conhecer um país que teve apenas 5 presidentes em 69 anos (desde 1944). Isso dá uma média de quase 14 anos de permanência no cargo a cada um dos presidentes do país e acontece porque a Constituição islandesa não limita o número de reeleições. O atual, por exemplo, está no cargo há 16 anos.

 

65) Se você curte música, para enlouquecer no Festival Iceland Airwaves.

 

66) Para participar de uma festinha na Lagoa Azul, durante o Iceland Airwaves.

Passetti (CC BY-NC-ND 2.0)

 

67) Para conhecer um país que não tem forças armadas (é o único membro da Otan assim).

68) Para ver uma casa de turfa (essas com grama no telhado).

Zanthia (CC BY-NC-SA 2.0)

 

69) Para ver um cavalo islandês de perto e concluir que até os equinos são loiros na Islândia.

davehauenstein (CC BY-NC-ND 2.0)

 

70) Para alugar um carro e percorrer o Anel Rodoviário (Hringvegur) de 1400 km, que faz a volta na maior parte da ilha e passa por várias das paisagens absurdas deste post.

© Google Earth

 

71) Para ver a ilha vulcânica Surtsey, Patrimônio Natural da Humanidade. Ela nasceu em 1963, depois de uma erupção vulcânica, e virou o ponto mais ao sul do país. Depois do nascimento, ela vem diminuindo de tamanho por causa do vento e das ondas. Na foto abaixo, ela tinha apenas 16 dias de vida.

Howell Williams – Domínio público

 

72) Para conhecer o arquipélago Vestmannaeyjar, onde está a própria Surtsey, além de mais 14 ilhas, incluindo uma com a casa invejada e cobiçada por ermitões do mundo inteiro.

Pinpin (CC BY-SA 3.0)
quinet (CC BY-SA 2.0)
Zanthia (CC BY-NC-SA 2.0)
Zanthia (CC BY-NC-SA 2.0)

 

73) Para ver os Fiordes do Oeste (Westfjords ou Vestfirðir), onde estão muitas das atrações deste post.

Zanthia (CC BY-NC-SA 2.0)
Michał Sacharewicz (CC BY-NC-SA 2.0)
TUBS (CC BY-SA 3.0)
Corscri Daje Tutti! [Cristiano Corsini] (CC BY-NC-SA 2.0)

74) Para conhecer Hornstrandir, uma península no norte dos Fiordes do Oeste.

75) Para conhecer a península Snæfellsnes, onde está o Snæfellsjökull (o vulcão de Viagem ao Centro da Terra), citado lá em cima.

lev.glick (CC BY-NC-ND 2.0)
Zanthia (CC BY-NC-SA 2.0)
Scott Ableman (CC BY-NC-ND 2.0)
Maximilian Dörrbecker (Chumwa) (CC BY-SA 2.0)
Stefán Freyr Margrétarson (CC BY-NC-ND 2.0)
Zanthia (CC BY-NC-SA 2.0)

 

76) Para passear pelo cânion Ásbyrgi, um lugar que parece, sei lá, uma pegada gigantesca.

Helen Dixon (CC BY-NC-ND 2.0)
Dag Endre Opedal (CC BY-NC-ND 2.0)

 

77) Para ver uma paisagem linda de tão diferente: as praias de areia negra, em Vík í Mýrdal (conhecida também apenas como Vík), a cidade mais ao sul do país.

N4n0 (CC BY-NC-ND 2.0)
Massimo Margagnoni (CC BY 2.0)
Zanthia (CC BY-NC-SA 2.0)

 

78) Para conhecer o promontório Dyrhólaey, aquele trecho de pedra que avança sobre o mar, ali no canto da foto.

Ómar Smith (CC BY 2.0)

 

79) Para tomar um banho nos rios de água quente de Hveragerði. E pelo que percebi, pode ser peladão mesmo.

Boreal Travel (CC BY-NC-ND 2.0)

 

80) Para conhecer o país com maior crescimento em número de turistas da Europa, segundo dados da Comissão Europeia de Turismo, de 2012.

CyberMacs (CC BY-NC-SA 2.0)

 

81) Para conhecer o país considerado o que melhor recebe os turistas no mundo, de acordo com um relatório do Fórum Econômico Mundial, de 2013. (A foto abaixo foi feita em Akureyri, a segunda maior cidade da Islândia.)

z a m i r a is a bride (CC BY-NC-ND 2.0)

 

82) Porque eu desconfio que esse foi o Por Que Pra Lá? mais fácil de encontrar fotos em Creative Commons. Ou seja: muitas, muitas, muitas pessoas legais vão para a Islândia.

83) E para finalizar: porque eu simplesmente desisti de listar tudo que existe de interessante na Islândia quando achei que tinha acabado no penúltimo item e ainda descobri mais um monte de coisas. Não dá, não dá, não dá. A cada lugar que busco, encontro dezenas de fotos lindas que levam a outras fotos lindas e outros lugares. É um trabalho sem fim. Chega. Simplesmente vá.

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