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Um dia em Coimbra e a história de Inês de Castro

E a série de posts sobre Portugal continua 😉 Aqui a dona Sônia faz um pequeno relato sobre a história […]

por Natalie Soares outros artigos do autor
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E a série de posts sobre Portugal continua 😉 Aqui a dona Sônia faz um pequeno relato sobre a história de importante monumentos de Coimbra. Divirta-se!

CXXXV
As filhas do Mondego a morte escura
Longo tempo chorando memoraram:
E, por memória eterna, em fonte pura,
As lágrimas choradas transformaram;
O nome lhe puseram, que inda dura,
Dos amores de Inês, que ali passaram.
Vede que fresca fonte rega as flores,
Que lágrimas são a água, e o nome amores!
(Os Lusíadas — Canto III).

 

Coimbra - convento

Minha primeira parada naquela manhã gelada foi no Convento de Santa Clara – a Nova, uma bela igreja onde estão os restos mortais da Rainha Isabel de Portugal – a Santa. A Igreja é um ótimo exemplo do barroco português, cuja construção se iniciou em meados de 1649, sendo sagrada em 1696. O convento novo foi construído para abrigar as clarissas vindas do inundado Convento de Santa Clara- a Velha, devido às cheias regulares provocadas pelas águas do Mondego.

Trazido do Convento de Santa Clara – a Velha, o túmulo da Rainha Santa está exposto no coro baixo e à sua frente se encontra a bela imagem da Rainha Santa.

Coimbra - convento

Ao sair da Igreja, impressionada com ela e com a visão de Coimbra, resolvi seguir até os Jardins da Quinta das Lágrimas, palco de uma bela e trágica história de amor entre um infante e uma dama.

Em 1340, D. Pedro I de Portugal se casou com D. Constança Manuel de Castela e conheceu Inês de Castro, a bela loira dama da corte nascida na Galiza e educada no paço onde vivia D. Constança. A beleza de Inês conquistou D. Pedro de uma tal forma que eles acabaram vivendo um caso de amor e morte.

Coimbra

Quando nasceu D. Luís, filho legítimo de D. Pedro e de D. Constança, Inês de Castro tornou-se sua madrinha numa tentativa do rei D. Afonso IV de separar os amantes criando um “parentesco espiritual” entre os dois. Mas nada disso foi o suficiente.

Coimbra

Em 1344, por ordem do rei, D. Inês de Castro é desterrada numa última tentativa de separar os amantes. Mas no ano seguinte, com a morte de D. Constança em decorrência de um parto difícil, as portas foram abertas pareja, impressionada com ela e com a visão de Coimbra, resolvi seguir até os Jardins da Quinta das Lágrimas, palco de uma bela e trágica história de amor entre um infante e uma dama.

Coimbra

Tudo isso leva D. Afonso IV a tomar a terrível decisão de ordenar a morte de Inês de Castro. Assim, em 1355, Inês de Castro é degolada na Quinta das Lágrimas, junto à Fonte das Lágrimas. Lá se encontra também a Fonte dos Amores, onde os amantes se encontravam e provavelmente trocavam juras de amor imortalizadas nos versos de Camões.

Coimbra - fonte Inês de Castro

Coimbra

Quinta das Lágrimas (Fundação Inês de Castro)
Visitas: 5,00 euros
Horário: verão – Terça a Dom – 10h00 às 19h00
Inverno –  Terça a Dom – 10h00 às 17h00

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